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GfK pagará cerca de R$ 40 milhões de indenização a Record, SBT e RedeTV

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Silvio Santos (SBT), Edir Macedo (Record) e Marcelo Carvalho e Amilcare Dallevo, da Rede TV! Imagem: Divulgação
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

15/03/2018 07h02

A entrada e saída da empresa alemã GfK, de medição de audiência, no mercado brasileiro , já tem um ponto final.

A empresa e as três principais emissoras de TV aberta que compravam seus serviços, e a ajudaram a se instalar no Brasil (SBT, Record e RedeTV), chegaram a um acordo multimilionário.

A empresa alemã deve pagar cerca de R$ 40 milhões às três TVs e mais um tanto a outros fornecedores de serviço.

Na prática, a GfK ofereceu de volta às TVs aproximadamente tudo que elas gastaram com a empresa nos últimos 3 anos, mais alguma correção monetária.

A GfK chegou ao Brasil por volta de 2015 com o objetivo era acabar com o monopólio de audiência da Kantar Ibope.

Após oferecer mundos e fundos aos clientes, a empresa nascida na área estatística na década de 30, em Nuremberg, Alemanha, não consegui cumprir boa parte do acordo firmado.

Desde o início de 2017 a Record e a RedeTV, pelo menos, já faziam veementes protestos pela demora na entrega de dados.

A verdade é que a GfK nunca entregou o que prometeu.

Ela decidiu romper o contrato no ano passado e desde então vinha conversando com as três emissoras de TV (que por acaso foram a Simba).

Desde o ano passado a Record, SBT e RedeTV já tinham iniciado um processo  civil por perdas e danos morais.

A Record chegou a vencer em primeira instância, mas acabou recuando após o acordo.

Nos últimos meses, a GfK demitiu mais de 300 funcionários no país, mas ela continua operando em setores específicos do mercado nacional.

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