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Ricardo Feltrin

GfK orienta 6.600 lares a jogar caixas de medição de audiência no lixo

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Telespectador que aceitou instalar aparelho da GfK em sua casa agora terá de se virar para desinstalá-lo Imagem: Getty Images/iStockphoto
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

03/10/2017 09h12Atualizada em 03/10/2017 09h23

Por telefone, a empresa alemã GfK, que até a semana passada era concorrente da Kantar Ibope na medição de audiência, está fazendo uma curiosa orientação a cerca de 6.600 chefes de família espalhados no Brasil.

A empresa recomenda que eles desinstalem as caixas de medição de audiência que estão acopladas a seus televisores e depois a descartem no lixo eletrônico mais próximo de casa.

Quem instalou as caixas foi a própria GfK, nos últimos três anos.

Procurada, a empresa não se pronunciou sobre o assunto.

Como a empresa alemã encerrou na semana passada a medição de audiência, ela decidiu que não vai fazer o desligamento dos aparelhos nas casas --e tampouco reaproveitá-los.

Só com o descarte dos equipamentos, a GfK vai ter um prejuízo de mais de R$ 35 milhões no Brasil, conforme esta coluna informou com exclusividade na semana passada.

Fazer a retirada implicaria em multiplicar esses gastos com logística e pessoal técnico, além de boa parte dos equipamentos não ter mais condição de uso.

A retirada total poderia demorar anos e custar muitos outros milhões de reais. Daí a decisão pelo descarte.

No total são cerca de 12 mil equipamentos instalados em cerca de 6.600 domicílios espalhados pelas 15 maiores regiões metropolitanas do país.

Ainda havia mais 6.000 equipamentos comprados, prontos e configurados para instalação nos próximos meses em mais residências.

Essa era uma das promessas (não cumpridas) pela empresa em contrato com três das maiores emissoras de TV aberta do país: Record, RedeTV! e SBT.

E TEM MAIS...

Mas a empresa ainda terá outras modalidades de prejuízo: primeiro, terá de pagar um conjunto milionário de indenizações a 149 funcionários demitidos na semana passada, e que ainda não receberam as verbas rescisórias.

Também devem perder uma parte da infra-estrutura espalhada pelo país para captação e distribuição dos dados de audiência.

Além disso, segundo a coluna apurou, alguns moradores que tinham equipamentos em casa recusam a tentar desinstalá-los (em muitos casos são pessoas extremamente simples e sem conhecimento técnico algum). Esses moradores exigem que a GfK vá até a casa deles recolher os aparelhos.

E as más notícias não param: Record, SBT e RedeTV! já decidiram que vão mover contra a GfK uma ação milionária de indenização por quebra de contrato e danos materiais, num processo que deve passar de R$ 100 milhões

Em nota oficial, na semana passada, a GfK informou que o “cenário” brasileiro impossibilitou a continuidade das medições de audiência de TV.

Com isso, a Kantar Ibope volta a ser a única empresa a prestar esse serviço às TVs (e rádios) do país.

A GfK disse que vai manter no país outras de suas operações, como análises de mercado e de varejo. A empresa chegou ao Brasil em 2002.

Leia mais:

GfK diz que cenário no Brasil tornou "insustentável" continuidade da medição

Exclusivo: TVs declaram guerra e vão mover ação milionária contra a GfK

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