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Ricardo Feltrin

Só em caixinhas de audiência, GfK pode perder mais de R$ 35 mi no Brasil

Getty Images/iStockphoto
GfK terá de optar entre abandonar caixinhas de medição na casa dos telespectadores ou gastar mais para retirá-las Imagem: Getty Images/iStockphoto
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

28/09/2017 09h20Atualizada em 28/09/2017 09h20

O fim da divisão da GfK de medição de audiência representou não só a perda de emprego de quase 150 brasileiros num só dia, mas deve também produzir enormes prejuízos em infra-estrutura para a empresa alemã.

Segundo dados obtidos pela coluna, somente nas famosas caixinhas de medição de audiência que a GfK instalou país afora, o prejuízo pode passar de US$ 10,8 milhões (cerca de R$ 35 milhões).

A GfK tinha já instaladas cerca de 12 mil caixinhas em pouco mais de 6.000 domicílios espalhados pelas 15 maiores regiões metropolitanas do Brasil.

Havia ainda outros 6.000 equipamentos já adquiridos e que deveriam ser instalados nos próximos meses, num reforço e refinamento de medição já prometidos pela empresa aos seus clientes.

Cada equipamento chegou ao país com um custo médio de US$ 600.

A dúvida agora é se a GfK vai abandonar suas caixinhas de medição de vez ou vai investir mais milhões para ir buscá-las de domicílio em domicílio. A provável opção é deixá-los para trás.

Se for buscar, a estimativa de um especialista em tecnologia ouvido pela coluna (pede anonimato) é que a visita a cada residência e retirada do aparelho custaria no mínimo outros US$ 400.

Ou seja, isso representaria um custo extra de US$ 2,4 milhões (R$ 7,60 milhões).

Todos os equipamentos retirados, para serem novamente usados pela empresa, teriam de ser reconfigurados um a um, num gasto adicional de outros cerca de US$ 9 milhões (R$ 28 milhões).

Além disso, até que todo o processo esteja concluído, é possível que as caixinhas já estejam superadas tecnologicamente por novos modelos.

Eis o motivo para que provavelmente a empresa opte em “esquecer” as caixinhas instaladas (que não estão funcionando desde 12h do dia 21, conforme esta coluna antecipou).

Essa sério problema de custos e logística é o que faz com que operadoras de TV paga se habituem a “abandonar” equipamentos nas casas dos assinantes.

E TEM MAIS

Esses milionários gastos dos equipamentos de medição vão se somar ao custo de outros milhões de dólares para a remoção de  “centrais” de medição espalhadas pelo Brasil --espécie de “bunkers” tecnológicos dedicados a captação, tabulação e reenvio de dados.

Esses equipamentos de ponta, que custam milhões de dólares, são como imensos servidores que precisarão ser desmontados, “limpos” e atualizados, antes de provavelmente serem enviados para outros países do mundo onde a GfK estiver prestando serviço.

Cada etapa desse processo tem um elevado custo.

E não se pode esquecer ainda que a empresa alemã se vê agora envolvida num processo milionário movido por suas principais ex-clientes --Record, SBT e RedeTV!-- que exigirão indenização por danos materiais e quebra de contato.

OUTRO LADO

Procurada, a assessoria da GfK ainda não se manifestou sobre o assunto. Se e quando o fizer, terá sua versão incluída neste texto.

Em nota oficial divulgada semana passada, a empresa alemã alegou que o "cenário brasileiro tornou a continuidade dos trabalhos da divisão de medição de audiência insustentável".

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