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Rescisão de contrato de William Waack custou à Globo mais de R$ 3,5 milhões

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William Waack foi entrevistado por Fábio Porchat na Record no início de março Imagem: Divulgação/Record
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

02/04/2018 07h11

Quase quatro meses após deixar a Globo, o jornalista William Waack ainda rende assunto nos corredores da emissora.

O mais recente, apurado pela coluna, aponta detalhes do acordo milionário que a Globo fez com o jornalista para rescindir seu contrato, depois do vazamento de um vídeo em que ele faz comentários racistas.

O trecho do vídeo foi captado por um ex-operador de VT da emissora, e exposto em redes sociais.

A coluna apurou que o montante que Waack recebeu de “indenização” da Globo pela rescisão foi superior a R$ 3,5 milhões.

A emissora teria pago todo o valor do contrato que ainda lhe restava e ainda deu uma espécie de bonificação por ele ter aceito todos os termos do acordo.

A estimativa é que o jornalista ganharia só de salário cerca de R$ 130 mil mensais (sem contar outros benefícios). Ele teria ainda cerca de 2 anos de contrato para cumprir.

As negociações foram complicadas, conforme esta coluna informou com exclusividade em dezembro.

A situação piorou ainda mais quando, após o escândalo do vídeo, a Globo voltou a autorizar a entrada do vazador aos estúdios do “Jornal da Globo”, e ele postou uma foto na bancada em que Waack se sentava.

Para evitar enfrentar uma desgastante e perigosa ação judicial milionária de Waack --que era muito querido e respeitado por toda a direção da casa-- a Globo optou em um tipo de “acordo silencioso”.

Pelo documento assinado entre as partes, nem ele e nem a emissora podem voltar a questionar o assunto nas esferas jurídicas do Trabalho ou Cível.

Também ficou acertado que nenhuma das partes pode comentar o acordo assinado.

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