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Ricardo Feltrin

Apresentador "manteigão", Otaviano chora três vezes em coletiva

Reprodução/TV Globo
Otaviano Costa, 45 anos, estreia o "Tá Brincando" dia 5 de janeiro Imagem: Reprodução/TV Globo
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

22/11/2018 06h36

Otaviano Costa tem 45 anos, toca piano desde criança e muito cedo virou atleta. Antes dos 16 já morava sozinho em São Paulo e trabalhava em esquetes de humor e imitação na rádio Jovem Pan. Aos 18, já estava na tela da MTV.

Se ele precisava? Bem, de certa forma, não, pois nasceu em uma família  bem abastada de Cuiabá (MT). Só que  escolheu ter uma carreira no mundo artístico e apostou sua vida nisso.

Desde a Jovem Pan, esse ex-jogador de vôlei só progrediu na carreira. Não a esportiva, claro.

Chamou a atenção na hora. Foi para CNT, SBT, passou pela Globo, então foi atraído pela Band, e depois pela Record; voltou então para a Band, e, por fim, retornou à Globo.

Para quem não lembra, animou a plateia de Fausto Silva e fez reportagens externas para o "Domingão do Faustão". Seu lado “gonzo”, que ele retoma no "Tá Brincando".

Quando um repórter do site “Observatório da Televisão” perguntou nesta quarta-feira (21), durante a coletiva no Projac, como ele via a própria carreira, desde que virou substituto de Luciano Huck no programa “H”, da Band, seus olhos encheram de lágrimas.

Apesar do berço de ouro, e de quase 30 anos de carreira, Otaviano parece ser uma pessoa simples e diferente da maioria das estrelas de TV. Nas redes sociais ele é uma das celebridades que mais interage com seguidores e fãs.

No “Tá Brincando”, por exemplo, ele não vai para o camarim em nenhum momento depois que a gravação começa.

Ao contrário: fica no estúdio, conversa, faz fotos com todo mundo e parece incansável em seu papel.

Ele até volta às origens de animador de plateia. Desta vez, a própria. “Isso é uma questão de investir na energia da gravação; eu não quero plateia, eu quero torcida”, afirma.

Outra característica distinta do apresentador é que, apesar dos anos de carreira --sendo os últimos 8 na Globo--, ele não se expõe de forma ostensiva na mídia.

Sim, é um exibido, mas não vemos nunca noticiários de fofoca, escândalos, polêmicas, bate-boca com internautas, xingamentos envolvendo seu nome ou de sua família. Parece um profissional bem resolvido e "sussa”

E muito emotivo também.

As lágrimas voltam pela segunda vez quando, no meio da coletiva no Projac, o ator e (novamente) apresentador do “Vídeo Show” Joaquim Lopes aparece de surpresa no estúdio.

Ele usa o microfone dos jornalistas para dizer o quanto ama o ex-colega de bancada do vespertino, e o quando ele merece estar ali.

E as lágrimas brotariam ainda uma terceira vez, quando ele fala com este colunista, em seu camarim: sobre o quanto batalhou, o quanto gosta de sua equipe e o quanto tem fé nesse novo programa. Ele diz considerar que está em uma missão para com pessoas com mais de 60 anos.

Antes, um outro jornalista na coletiva perguntou a ele se tudo isso não seria um trampolim para, no futuro, apresentar algo ainda maior Globo.

Ele  ri, mas responde sério: “Isso aqui já é meu futuro”.

Após cinco anos difíceis no “Vídeo Show”, o comunicador Otaviano está sendo reconhecido e valorizado pela Globo. E, claro, também por um apostador comercial de enorme peso, o Bradesco.

Mesmo assim, ninguém pode profetizar se o programa fará sucesso. Se dará ou não um grande ibope nas tardes de sábado. Mas, é provável.

Definitivamente, o potencial é muito grande: o “Tá Brincando” é instigante, variado, criativo, otimista, engraçado,  emotivo (não brega) e muito humano. E, como já disse parágrafos atrás, também muito caro. 

Parece ter sido realmente feito para a família.

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