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Ricardo Feltrin

"Tá Brincando", da Globo, homenageia e empodera os "velhinhos"

Ana Cora Lima/UOL
Otaviano Costa e equipe na coletiva do "Tá Brincando", que estreia em janeiro na Globo Imagem: Ana Cora Lima/UOL
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

22/11/2018 06h30

O programa “Tá Brincando”, com Otaviano Costa, é a primeira grande aposta da Globo em 2019 (sem contar BBB). Trata-se de uma produção cara até mesmo para os padrões da opulenta emissora (cerca de 50 pessoas). Há muito investimento em tecnologia no palco também.

Serão apenas 9 episódios em 2019, mas, segundo a coluna apurou, a 2ª temporada já está garantida em 2020.

“Tá Brincando” basicamente é um game que traz para o protagonismo a terceira idade.

Ou melhor, gente acima de 60 anos. Na coletiva desta quarta (21) no Projac, no Rio, Otaviano fez questão de frisar que  que não dá para chamar a essas pessoas de idosas. Mas, sim, dá.

Porém, física, mental e espiritualmente estão melhores que gente décadas mais nova.  

Por nove semanas, os “técnicos” veteranos do programa (19 pessoas com mais de 60) enfrentarão pessoas com mais ou menos metade da idade em suas especialidades.

A equipe de “velhinhos” merece respeito.

Vai do maior jogador brasileiro de tênis de mesa de todos os tempos, Biriba (73), ao cantor e expert em música Sidney Magal, 68; do repórter e locutor Reginaldo Leme (73) ao lendário pugilista Servílio (70); do mestre brasileiro da sinuca, Rui Chapéu, ao jornalista, cronista e cinéfilo Artur Xexéu. E muitos outros. 

O programa inclui outros quadros, como “Os Impressionantes”, que mostra pessoas acima de 60 anos (anônimos) que praticam atividades incomuns até para quem tem 16.

Ou o “Valeu A Pena”, que vai resgatar o passado de dançarinos, esportistas, artistas… gente que será levada de volta no tempo.

O diretor do programa, Adriano Ricco, disse à coluna que há um cuidado especial na edição para não transformar essas histórias em dramas. Há choro, sim. Mas, também, muitas risadas.

O formato seminal do “Tá Brincando” é o “Amazing Greys” 

Claro, como a Globo tem conteúdo externo incluso no pacote, o programa temr espaço para vídeos “inspiradores” internacionais.

Além disso o próprio apresentador também terá um quadro “gonzo”, em que vai tentar acompanhar “velhinhos” em suas atividades e hobbies (como a de um paraquedista octagenário); ou pular em uma cachoeira, ou fazer rafting em corredeiras.

O programa vai ao ar aos sábados no mesmo horário que hoje é ocupado pelo “Só Toca Top”.

Vai durar cerca de uma hora e estreia em 5 de janeiro. Termina em março.

No final do segundo semestre de 2019 deve começar a gravação da segunda temporada.

A verdade é que, com o "Tá Brincando", a Globo -que tanto procura dar representatividade aos mais variados segmentos da sociedade em sua grade--, está apostando alto, inspirando e, principalmente,  “empoderando” um exército de telespectadores que podem ser chamados de tudo, menos minoria: afinal são 30 milhões de brasileiros com mais de 60 anos, segundo os últimos dados do IBGE.

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