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Ricardo Feltrin


"Prêmio Sexy Hot" mostra indústria pornô longe da crise no Brasil

Vencedores do Prêmio Sexy Hot 2019 - Divulgação/Sexy Hot
Vencedores do Prêmio Sexy Hot 2019 Imagem: Divulgação/Sexy Hot
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

07/08/2019 09h54

Terminou na madrugada de hoje (07) aquele que é chamado de o "Oscar do Pornô Brasileiro", o prêmio Sexy Hot.

Patrocinado pela Globosat e o Grupo Playboy, a premiação tem como alvo as principais produções eróticas e artistas desse ramo no Brasil. Foi a maior, mais luxuosa e mais concorrida de todas as edições.

O prêmio revela que, se o país atravessa uma interminável crise econômica, a indústria de filmes adultos vai cada vez melhor financeiramente.

Dados obtidos com exclusividade pela coluna apontam que no Brasil são comprados e vistos pelo menos 2 milhões de filmes eróticos por mês (24 milhões por ano).

Esse número inclui filmes comprados pelo Now, o que mostra que o streaming impulsionou de maneira impressionante o consumo desse tipo de conteúdo.

Além de vender milhões de acessos pelo Now, a Net-Globosat também têm cerca de 400 mil assinantes fixos dos principais canais adultos.

São pessoas que pagam cerca de R$ 40 mensais para ter acesso privado a quase 600 filmes.

Dois anos atrás esta coluna revelou que a Globosat e a Net, maior operadora do país, faturavam mais de R$ 180 milhões com filmes adultos.

Pois bem, a estimativa este ano é que esse valor passe de R$ 300 milhões, um aumento de quase 66% em dois anos.

Esse "bolo" é dividido entre Grupo Globo, Net e Grupo Playboy --parceiro da Globosat.

Mulheres no comando

Há outras particularidades nesse segmento, que movimenta, só em produtos legalizados, estimados US$ 100 bilhões no mundo (inclui todos os setores de produtos eróticos, como filmes e artigos e acessórios). Imaginem se somarmos a pirataria. É realmente muito dinheiro.

Ao contrário da maioria absoluta das profissões, no mundo pornô as mulheres ganham três ou até quatro vezes mais que os homens.

No Brasil e no resto do mundo, elas decidem com quem querem contracenar, o que querem ou não fazer e impõem suas regras de atuação.

Outro fenômeno que vem ocorrendo no Brasil e no mundo é a expansão da produção de filmes eróticos dedicados e feitos apenas por elas, como esta coluna informou em maio.

Prêmio Sexy Hot

O prêmio Sexy Hot foi este ano foi batizado de "Prazer Em Todos os Sentidos", e foi apresentado pela primeira vez por uma mulher: a blogueira, escritora e humorista Natália Klein.

Alguns famosos e "influencers" foram os convidados a entregar os troféus das categorias, como os humoristas Maurício Meirelles e Bola; Valeska Popozuda; Antônia Fontenelle e MC Carol (Bandida) também estiveram no palco.

Eis os vencedores das categorias em 2019:

Melhor atriz homo
Patrícia Kimberly
Melhor cena de fetiche
Amanda Souza e Loupan
Cena de sexo oral
Dreadhot e Alemão
Cena de ménage
Carolina Carioca, Viny Burgos e Jack Kallahari
Melhor atriz hétero
Dreadhot
Dupla penetração
Mirella Mansur, Nego Catra e Tony Tigrão
Melhor Diretor
Fabio Silva
Revelação Hétero
Alemão
Atriz transexual
Carla Novaes
Cena de Gang Bang
Elisa Sanches, Giovana Bombom, Suzy Anderson, Indyara Dourado, Eduardo Lima, Fred Salazar, Jack Kallahari e Felipe Costa
Sexo anal
Elisa Sanches, Eduardo Lima e Vinny Burgos
Revelação LGBT
Victoria Neves
Melhor Ator Hétero
Loupan
Cena Homo Feminina
"Sugar Baby"
Cena transexual
"Trocando o Óleo"
Melhor Filme Hétero
"La Casa de Raquel"
Melhor Filme Sexy Hot Produções
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