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Ricardo Feltrin


Análise: 2019 foi ano perdido para TV aberta, menos para RedeTV

Franklin David e Lígia Mendes, do "Tricotando", da RedeTV! - Divulgação/RedeTV!
Franklin David e Lígia Mendes, do "Tricotando", da RedeTV! Imagem: Divulgação/RedeTV!
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

06/01/2020 07h29

Resumo da notícia

  • TV aberta perdeu público, receita e tamanho em 2019
  • Globo, SBT, Record e Band caíram de 3% a 4% em audiência
  • RedeTV cresceu, mas apenas um décimo de ponto de ibope

O ano passado poderia ser esquecido pela TV aberta brasileira em termos de audiência, receita e conteúdo.

Mas, vamos falar só de audiência. Segundo dados consolidados da Kantar Ibope Media, obtidos por esta coluna, no mercado nacional quatro das cinco maiores emissoras perderam de 3% a 4% em audiência nas 24 horas do dia, na comparação com 2018.

A única TV aberta que registrou algum crescimento foi a RedeTV, mas é bom notar: trata-se de um crescimento residual.

Na medição 24h, no Painel Nacional de Televisão, a Globo perdeu 4% (caiu de 13,9 para 13,5 pontos).

A Record e o SBT perderam 3% (6,8 para 6,6; e 6,6 para 6,4, respectivamente). A Band também perdeu 3%.

A RedeTV passou de 0,5 ponto para 0,6 ponto, o que lhe dá —nominalmente, pelo menos— um crescimento de cerca de 20%.

A RedeTV conseguiu subir quase um décimo de ponto de ibope na faixa da tarde e mais um décimo na faixa nobre.

Na soma geral esses "incrementos" nas casas decimais acabaram ajudando a emissora de Amilcare Dallevo e Marcelo de Carvalho na média anual.

Nessa medição (feita pela Kantar Ibope) cada ponto equivalia no ano passado a 254 mil domicílios. Neste ano cada ponto vale por 260 mil.

A coluna obteve os dados junto a fontes nas TVs porque contratualmente a Kantar não pode repassar à imprensa esses números.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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