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Ricardo Feltrin


Com "Topa ou Não Topa", Patricia põe SBT de volta na vice-liderança

Patrícia Abravanel no "Topa ou Não Topa", do SBT - Reprodução
Patrícia Abravanel no "Topa ou Não Topa", do SBT Imagem: Reprodução
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

23/02/2020 10h08

Resumo da notícia

  • De tanto engravidar já havia dúvidas se Patricia seguiria carreira artística
  • Ela voltou tendo de substituir o pai no sucesso "Topa ou Não Topa"
  • Em vez de imitar o pai, ela imprimiu seu próprio estilo ao programa; deu certo
  • Este ano ela só perdeu uma única vez para a Record no ibope

Foram praticamente anos afastada da TV para ter três filhos. Ao ponto de que muita gente —inclusive este colunista— nem punha mais tanta fé na carreira de Patrícia Abravanel como apresentadora.

Afinal, aos 42 anos, três crianças pequenas para cuidar —Pedro, Jane e Senor—, e com a possibilidade —e comprovada fertilidade— de mais alguma criança vir adiante, a carreira nos palcos parecia ter sido colocada em segundo plano.

Mas, eis que ela retornou e de cara pegando um abacaxi: substituir o pai, Silvio Santos, no comando do game show "Topa ou Não Topa".

De cara Patricia declarou que não iria para o programa para imitar o pai (muito menos Roberto Justus, que teve breve passagem pelo formato também). Deu certo.

Assim como fez em "Máquina da Fama", ela imprimiu seu próprio estilo, ritmo e agora colhe os resultados.

Desde que estreou, em outubro, ela só ficou um mês atrás da Record —em novembro, ainda numa em fase de ajustes.

Nos demais meses se tornou a vice-líder de ibope isolada aos sábados, deixando a emissora do bispo Edir Macedo praticamente todas as semanas em terceiro.

Foi uma mudança e tanto: no ano passado, nessa faixa horária, o SBT costumava ser freguês habitual da rival da Barra Funda.

Este ano só perdeu um dia para a Record, em 1º de fevereiro, por meio ponto. De resto, só vitórias.

Patrícia está indo tão bem que no SBT ficou descartado qualquer mudança do programa para um novo dia: estudou-se passá-lo do sábado para os domingos. Agora nem pensar. Mesmo brigando com o "Jornal Nacional", ela estabilizou um público cativo.

Veja abaixo as médias do "Topa ou Não Topa" comparado com Record (a Globo segue líder no horário, como sempre, graças ao "JN")

Outubro

Topa ou Não Topa - 6,4 pontos / Record - 6,0 pontos

Novembro

Topa ou Não Topa - 5,8 pontos / Record - 6,6 pontos

Dezembro

Topa ou Não Topa - 6,1 pontos / Record - 5,9 pontos

Janeiro

Topa ou Não Topa - 6,3 pontos / Record - 5,3 pontos

Fevereiro*

Topa ou Não Topa - 6,1 pontos / Record - 6,0 pontos

*até dia 15
Fonte: Dados da Kantar Ibope Media, obtidos pela coluna

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