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William Waack volta em programa na web e é visto por cerca de 500 pessoas

Reprodução/Youtube
William Waack estreia programa na internet Imagem: Reprodução/Youtube

Do UOL, em São Paulo

13/04/2018 15h08

Nesta sexta-feira (13), William Waack estreou seu programa "Painel WW" na internet. Inspirado no formato do "Painel", que Waack apresentou na Globonews, o jornalista recebeu três cientistas políticos: Carlos Mello, Bolivar Lamounier, Murilo Aragão, além de uma plateia composta por alunos de comunicação. 

O programa trouxe como tema a importância das eleições para o Brasil, e se elas são de fato capazes de mudar ao país. Ao longo de sua exibição, o programa não chegou a 500 visualizações simultâneas --o programa ainda vai ficar disponível no canal de YouTube, que até o momento conta com 120 inscritos. 

Na última semana de Waack no "Jornal da Globo", o jornalístico cravou 9,9 pontos, equivalente a 712 mil domicílios na Grande São Paulo. 

O jornalista iniciou sua nova atração comemorando sua autonomia. "Este é um programa no qual eu tenho total decisão, controle e autonomia. Pra fazer logo de cara uma piada: ‘nem tem nenhum chefe no ponto falando comigo’. Ou seja, a conversa é direta", disse Waack.

Quando Murilo Aragão expressou sua alegria em estar no programa, Waack respondeu: “Obrigado. Sempre adorei apresentar esse programa, agora então com esse grau de decisão, autonomia que tenho, me sinto mais à vontade ainda”.

Acusado de racismo

Um vídeo com William Waack conversando nos bastidores durante a cobertura da vitória de Donald Trump na eleição presidencial, em 2016, mostrou o jornalista xingando um motorista que passa buzinando.

"Está buzinando por quê, seu merd* do cacete? Deve ser um, com certeza, não vou nem falar de quem, eu sei quem é, sabe o que é?", disse ele, que cochicha supostamente a palavra "preto" no ouvido do entrevistado ao seu lado.

No mesmo dia que o vídeo vazou, em 8 de novembro, Waack foi afastado pela direção da TV Globo, que alegou em nota oficial. "Ao que tudo indica, [o comentário foi] de cunho racista".

Um mês depois, a Globo anunciou a rescisão do contrato com Waack, depois de um acordo entre as duas partes. No comunicado, a emissora ressaltou que não tolera "racismo em todas as suas formas e manifestações", embora o jornalista negue ter agido de forma preconceituosa.

No programa de Fábio Porchat, em março, o jornalista comentou que lição tirou do caso. "Eu aprendi a ter mais sensibilidade para alguns pontos e aprendi a ser mais humilde."

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