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"Não rio das piadas do Silvio Santos", confessa Carlos Alberto de Nóbrega

Carlos Alberto de Nóbrega é entrevistado por Tatá Werneck no "Lady Night" - Reprodução/Multishow
Carlos Alberto de Nóbrega é entrevistado por Tatá Werneck no "Lady Night" Imagem: Reprodução/Multishow

Jonathan Pereira

Colaboração para o UOL

29/11/2018 23h52

Carlos Alberto de Nóbrega apareceu no sofá do "Lady Night" desta quinta-feira (29), no Multishow, minutos antes de estar no ar em "A Praça é Nossa", do SBT. Além de rever a carreira, ele contou que não acha graça das brincadeiras que seu patrão diz.

"Não dou risada, não gosto das piadas dele", disse, ao ser perguntado sobre Silvio Santos. Em outro momento, aproveitou para "alfinetá-lo". "Um sonho? Contrato vitalício daquele pão-duro. Meu contrato é de quatro em quatro anos".

O programa foi gravado semanas antes do Teleton, em que Silvio Santos afirmou que não abraçaria Claudia Leitte porque ficaria excitado e constrangeu a cantora. Ela recebeu apoio de amigos e artistas contra o comentário do dono do SBT no programa beneficente.

Tatá Werneck quis saber quantas vezes Carlos Alberto e a mulher, Renata Domingues, com quem se casou em maio, fazem sexo por semana. "Quantas vezes tiver vontade", respondeu. Ele ainda contou não ser fácil ter herdado o programa do pai, Manuel de Nóbrega.

"Infelizmente tenho de televisão o que meu pai não teve de vida, isso me incomoda muito. Quando vejo o sucesso da 'Praça' sinto um pouco de culpa, porque a ideia é dele", lamenta, dizendo como fez para não imitá-lo.

"Procurei ser diferente dele. Ele tinha muita força, um carisma muito grande e eu não podia disputar com ele. Fiz exatamente o oposto, ele era um senhor aposentado, eu com 82 sou um moleque naquele banco", explica. O líder da 'Praça' ainda aproveitou para agradecer a Renato Aragão, com quem trabalhou em "Os Trapalhões".

"Sou muito grato a Renato Aragão. Em 1976, meu pai morreu em março e minha mãe em dezembro. Eu era redator da Tupi e fazia redação final dos 'Trapalhões'. Os dois estavam morrendo e eu tinha dificuldade em escrever, muitas vezes o Renato escrevia, botava meu nome para eu receber o cachê. Eu vim para a Globo trazido pelo Renato", emociona-se.

Aos 82 anos, Carlos Alberto tem um sonho: "Gostaria de ter um dia o Renato no banco da 'Praça'. Gostaria muito de dizer muito obrigado a ele".

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