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Verão 90


"Me colocar à prova rejuvenesce", diz atriz Dira Paes aos 51 anos

Erbs Jr./UOL
A atriz Dira Paes interpreta Janaína em "Verão 90" Imagem: Erbs Jr./UOL

Carolina Farias

Do UOL, no Rio

2019-06-26T04:00:00

26/06/2019 04h00

Prestes a completar 51 anos, Dira Paes está na reta final da novela Verão 90, onde se destacou como Janaína, e estreia nas telas do cinema na próxima quinta-feira (27) como a protagonista de Divino Amor, filme de Gabriel Mascaro.

Na telinha, ela faz uma mãe guerreira do mocinho João e também do vilão Jerônimo, além de despertar o amor de Raimundo (Flavio Tolezan) depois de já ter sido par romântico de Herculano (Humberto Martins).

"Cada trabalho que me tira da zona de conforto reanima em mim um frescor artístico. Me reinvento. Se colocar à prova rejuvenesce muito, principalmente quando você tem êxito e aquilo dá uma certeza de que você fez a opção certa", disse a atriz ao UOL na pré-estreia do longa.

Além do trabalho, Dira atribui o frescor da aparência e a disposição à maternidade. Ela é mãe de Inácio, de 11 anos, e Martin, de apenas 3.

"Meus dois filhos me trouxeram muito vigor. Afinal de contas eles ainda são crianças e não me imaginava vivendo a maternidade nesse momento. Eu falo que eu tenho que ter um pacto com o bem viver até estarem pelo menos adultos."

O longa estrelado por Dira se passa em 2027 e foi filmado no final de 2017. Nele, a atriz é uma escrivã de cartório que se recusa a fazer divórcios. A atriz diz que a atualidade do tema nem era imaginada quando foi filmado.

"Nem eu, nem ninguém imaginava que estaríamos falando de algo muito próximo. O fundamentalismo religioso ultrapassou as fronteiras dos templos e igrejas e se institucionalizou fora da pauta religiosa. O fundamentalismo religioso hoje faz uma pauta ampla, política, social, comportamental e o filme nesse sentido traz muitas discussões."

Para a atriz, a personagem e a história do longa levam a reflexões sobre os tempos atuais.

"É uma personagem que tem fé, um desejo não realizado de maternidade, é uma escrivã de um cartório e também ultrapassa essa linha tênue da sensatez. Pelos atendimentos ela tenta converter as pessoas para sua própria igreja. Leva a uma reflexão profunda dessas fronteiras. O filme dialoga com um futuro muito próximo que talvez a gente já esteja vivendo."