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"Na minha família não existe bandido", diz Ana Hickmann

Divulgação
Imagem: Divulgação

Jonathan Pereira

Colaboração para o UOL

23/08/2019 06h26

Ana Hickmann voltou a falar sobre o julgamento em segunda instância do cunhado, Gustavo Corrêa, pela acusação de homicídio em 2016, quando matou Rodrigo Augusto de Pádua, fã que invadiu um hotel em que ele, sua mulher Giovanna Oliveira e a apresentadora da Record estavam e fez os três de reféns.

"A gente acredita na justiça, continua acreditando que nós somos inocentes, que meu cunhado é inocente. Essa história de excesso, até hoje é muito difícil de entender o porquê esse promotor insiste em fazer isso com a gente. Estamos unidos e tenho certeza que vamos sair de lá como saímos da primeira audiência. Na minha família não existe bandido, não tem ninguém de má índole. Somos uma família de bem, de trabalhadores", disse ao programa TV Fama de ontem.

Em abril de 2018, Gustavo foi absolvido pela juíza Âmalin Azis Sant'Ana, do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, que entendeu o caso como legítima defesa. Mas o Ministério Público de Minas Gerais, que enxerga o caso como homicídio doloso por Gustavo ter disparado três tiros na nuca do rapaz recorreu. A nova apreciação do caso está marcada para setembro.

A apresentadora não esconde como se sente. "Mágoa não, isso gera muita tristeza não só comigo, mas com toda a família. É muito difícil acreditar que alguém tenha coragem de olhar para pessoas que foram vítimas e dizer que a gente que é bandido. Os papéis se invertem, isso não está certo, me entristece demais. E continua mexendo numa ferida que fez muito mal e que a gente trabalha até hoje para superar".

Ela não para por aí. "Sinto muito, a gente nunca pediu para ninguém entrar no quarto, fazer roleta russa na minha cabeça nem atirar contra nossa própria família. O que aconteceu lá é o que a gente já deixou bem claro: a gente foi defender a própria vida. Espero muito que depois do dia 10 de setembro tudo se acabe, de uma vez por todas".

Ana afirma que ficará marcada pelo episódio. "É impossível apagar da memória quando alguém põe um cano na sua cara e ainda atira contra você. É muito difícil passar por isso tudo: a pessoa que você tanto ama da sua família quase morrendo no hospital por um tiro que levou por você, e outra pessoa da sua família sendo acusada por ter defendido todo mundo. Essa marca, essa mancha, essa ferida acho que nunca vai ser apagada, nunca".