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Burnier volta à GloboNews em janeiro, após câncer: "Não pensei em morte"

O jornalista José Roberto Burnier - Ramon Vasconcelos/ TV Globo
O jornalista José Roberto Burnier Imagem: Ramon Vasconcelos/ TV Globo

Do UOL, em São Paulo

17/12/2019 08h57

Resumo da notícia

  • José Roberto Burnier voltara à GloboNews em 6 de janeiro
  • O jornalista travou uma batalha contra o câncer na base da língua
  • "Eu não fiquei pensando em morte em momento nenhum", contou

José Roberto Burnier vai retornar à GloboNews no dia 6 de janeiro, cinco meses após deixar o programa Em Ponto para tratar um câncer na base da língua. Em entrevista ao G1, o jornalista comentou sobre sua batalha e a animação para voltar ao trabalho.

"Estou louco para voltar ao jornal. E aviso a todo mundo que vou voltar em breve, dia 6 de janeiro. Estou com muita vontade de trabalhar", revelou.

Para Burnier, um trunfo na hora de enfrentar o câncer foi a experiência cobrindo matérias relacionadas à saúde, inclusive os momentos em que o então vice-presidente José Alencar lutou contra a doença.

"Está aí uma coisa: minha experiência de cobrir tanto isso ajudou muito. Eu não fiquei pensando em morte em momento nenhum. Eu não li nada, eu não procurei nada na internet sobre o meu tumor", contou.

"Quando recebi a notícia do Kowalski [Dr. Luiz Paulo Kowalski, do A.C.Camargo Câncer Center] no telefone, é claro que você tem um impacto. Mas primeira coisa que perguntei: qual é o próximo passo? Quero começar o tratamento ontem", disse ainda.

Burnier ainda pregou que uma relação honesta com a equipe do hospital ajuda no tratamento. "Eu falei: 'gente, eu sei como essa coisa funciona. Então me digam tudo porque isso vai me ajudar'. Saber a verdade sobre a doença e, principalmente, sobre o tratamento, me ajudou muito", defendeu.

Causa e tratamento

O jornalista falou sobre os momentos do diagnóstico, e se abriu sobre o HPV, doença sexualmente transmissível que foi a causa do seu tumor.

"Nunca soube que eu tinha [antes do câncer]", comentou Burnier. "O HPV a gente pega às vezes na adolescência, ele fica no nosso organismo anos, décadas, inerte, e de repente ele aparece e infecta uma célula. E pode provocar esse tumor".

"Por incrível que pareça, é uma ótima notícia, porque quando é provocado por HPV tem a melhor resposta ao tratamento. Álcool e cigarro é mais difícil combater", contou ainda.

Sobre o tratamento, que consistiu em 33 sessões de radioterapia e três de quimioterapia, Burnier não quis maquiar a realidade. O jornalista chegou a perder 18 quilos durante o processo.

"Era uma agonia por dia. Sempre me concentrava na próxima agonia. Comecei a engasgar muito, porque a garganta estava sendo bombardeada pela rádio. Engasgava com qualquer gole de água. Enjoos frequentes, vômitos", descreveu.

"Foi sem dúvida o maior desafio da minha vida suportar o tratamento", avaliou. "Uma das coisas mais importantes do tratamento de câncer é você ser abraçado. É perceber que você não está sozinho".

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