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JN cita atrasos de ministério e muda divulgação de números do coronavírus

William Bonner em edição do Jornal Nacional - Reprodução/TV Globo
William Bonner em edição do Jornal Nacional Imagem: Reprodução/TV Globo

Do UOL, em São Paulo*

04/06/2020 20h57

O Jornal Nacional abriu a edição de hoje informando que mudará a forma de apresentação dos números de casos e óbitos provocados pela covid-19 no Brasil. O telejornal citou os atrasos recentes do Ministério da Saúde na totalização dos dados para justificar a mudança no procedimento.

"Para que você tenha sempre os números mais atuais dessa pandemia, a partir de hoje o Jornal Nacional vai apresentar os dados das secretarias estaduais de Saúde, totalizados pelo G1. E também os números atualizados do Ministério da Saúde quando forem divulgados a tempo, porque a nossa missão no JN é levar a você todas as informações relevantes sobre esse desafio enorme que a pandemia impõe à saúde dos brasileiros", disse Bonner.

Logo após a vinheta de abertura do JN, o apresentador lembrou o funcionamento da divulgação do Ministério da Saúde desde o começo da pandemia do novo coronavírus no Brasil.

"Desde o início da pandemia, o Jornal Nacional tem registrado os números oficiais do Ministério da Saúde. Você talvez ainda se lembre, no começo os números de casos de óbitos eram anunciados às 17h em Brasília, imediatamente antes da entrevista coletiva diária com o então ministro Luiz Henrique Mandetta. Com a saída de Mandetta, as entrevistas coletivas deixaram de ser diárias, e a divulgação dos dados foi sendo retardada. Passou a ser feita às sete da noite na gestão do ministro Nelson Teich", afirmou.

Na sequência, a apresentadora Renata Vasconcellos citou a divulgação feita pelo Ministério da Saúde ontem, quando o país teve o recorde de mortes confirmadas em um período de 24 horas. Foram 1.349 novos óbitos.

"Com a saída de Teich, esse atraso aumentou. Ontem, o Ministério da Saúde alegou problemas técnicos e avisou que só divulgaria os dados às dez horas da noite. Essa planilha foi divulgada às 22h mesmo com os dados atualizados desde as 19h", disse Renata.

Saúde nega atraso proposital

Mais cedo, antes do início do Jornal Nacional, o Ministério da Saúde negou que o atraso na divulgação dos dados de ontem tenha sido proposital. A Pasta manteve a justificativa de que se tratou de um problema técnico.

"Essas situações podem acontecer, porque esse processo de checagem é muito variável", disse hoje o secretário substituto de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário.

Macário disse ainda achar "lamentável" que a imprensa trate como recorde o número de óbitos confirmados em 24 horas, pois nem todos ocorreram neste período. "Não estou menosprezando a importância de informação, de casos e óbitos. Somente não concordo com essa colocação", afirmou.

* Com informações do Estadão Conteúdo

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