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Carlos Alberto anuncia volta de 'A Praça é Nossa' em agosto com banco maior

Carlos Alberto de Nóbrega comanda a atração criada por seu pai há mais de 30 anos - Gabriel Cardoso/SBT
Carlos Alberto de Nóbrega comanda a atração criada por seu pai há mais de 30 anos Imagem: Gabriel Cardoso/SBT

Do UOL, em São Paulo

25/06/2020 15h12Atualizada em 25/06/2020 16h13

O humorista Carlos Alberto de Nóbrega, de 84 anos, confirmou hoje que o programa "A Praça é Nossa" voltará a ter edições inéditas no SBT. As gravações em estúdio, suspensas desde março em razão da pandemia do coronavírus, retornam no mês de agosto.

"Tive uma reunião ontem no SBT. Fui implorar para voltar. Não aguento mais. Expliquei que tenho condições de fazer com toda a segurança possível. E eles concordaram. Então, em agosto eu vou voltar a gravar", disse o comediante, em entrevista à Rádio Jovem Pan.

Carlos Alberto deu detalhes sobre as adaptações que serão feitas para permitir que os envolvidos nas gravações se mantenham seguros e tenham os riscos de contaminação pela covid-19 diminuídos. Até o "velho e querido banco" vai passar por mudanças.

"O banco vai ser um pouco maior, para ter um distanciamento. Vamos colocar uma placa de acrílico em um canto, para eu ficar sentado. E, do outro lado, os comediantes vão sentar e falar. Vou ter que trabalhar com a máscara. Em vez de seis câmeras, vamos ter apenas três. E a minha esposa, que é médica, vai estar presente nos dias de gravação, para ser a intermediária entre mim e meus colegas de produção", comentou.

Ele ressaltou que Silvio Santos, dono da emissora, não pressionou para o retorno da atração: "O Silvio não queria que voltasse. Aliás, tive uma demonstração de amor muito grande. Ele disse que eu poderia voltar quando eu quisesse".

Desculpas por piadas

Durante a conversa, o apresentador contou dois casos em que precisou pedir desculpas por piadas do programa que ofenderam algumas pessoas.

O primeiro episódio envolveu uma cena em que um dos personagens falava que executivos entregam flores para as secretárias no Dia dos Namorados. A interpretação não foi aceita por representantes de um sindicato de secretárias. "Deu dor de cabeça. Tive que ligar para eles, falar que não era nada disso, que eu mesmo trabalho com uma secretária e sempre respeitei", disse.

O segundo foi quando o personagem Saideira — um bêbado que sempre tenta levar vantagem, vivido por Giovani Braz — se apresentou com roupas típicas de ciganos e fingia prever o futuro lendo a mão de um participante da atração.

"O Saideira é um picareta, quer aplicar um golpe para não trabalhar e ficar bebendo. Aí ele entrou com aquela roupa, leu o futuro. E a emissora recebeu um comunicado de que ciganos iriam me processar por eu dizer que eles eram vigaristas. Mas não era isso. O Saideira não é cigano, ele é um bêbado. Picareta é ele", defendeu-se.

Segundo Carlos Alberto, nenhuma das piadas são feitas para ofender alguém ou tomar algum partido.

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