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'Não gostei das pessoas', diz Antônia Fontenelle sobre passagem pela Globo

"Até a mulher que serve cafezinho acha que é famosa", disse atriz e apresentadora - Reprodução
"Até a mulher que serve cafezinho acha que é famosa", disse atriz e apresentadora Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

22/08/2020 18h59

Antônia Fontenelle diz que não guarda boas lembranças de sua passagem pela Rede Globo. Em entrevista veiculada hoje pelo canal do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), a atriz e apresentadora criticou uma aura que afirmou ter testemunhado durante seus trabalhos no canal.

"Eu não gostei das pessoas que fazem a TV Globo. (Sendo) esposa de diretor de núcleo da Globo, eu fui trabalhar na Record, com um salário que a Globo não me pagaria naquela época. Fui muito bem tratada. Na minha época, até a mulher que serve cafezinho achava que era famosa", afirmou Fontenelle.

A atriz trabalhou na Rede Globo entre 2004 e 2011. Casada entre 2006 e 2012 com o diretor Marcos Paulo (1951-2012), ela criticou colegas da Globo.

"As puxa-sacos não me tratavam como atriz de 'Malhação', me tratavam como mulher do Marcos. Eu não estava ali como mulher do Marcos. Eu estava ali como atriz, igual às outras", disse Fontenelle, que estreou na Record em 2012 com a novela "Balacobaco".

"E se hoje eu voltasse lá sem ser mulher do Marcos, seria tratada igual aquele modelo que a gente já conhece. Nesse tempo que eu fiquei lá, o histórico era de: 'ela não se encaixa aqui dentro'. Mas se eu quisesse continuar lá, pelo menos enquanto meu marido era vivo, eu teria ficado. Não fiquei porque não gostei das pessoas que fazem a TV Globo", completou.

Represálias e desentendimentos

Apoiadora do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Fontenelle disse ter perdido muitos amigos no meio artístico, mas não se incomoda com isso. Ela afirmou que o apoio não é à "pessoa física" de Bolsonaro, mas à "política dele".

"Essa represália veio após eu apoiar o Bolsonaro, né? Então, o 'couro come' desde o dia em que eu me declarei apoiadora dele. Mas não tenho nenhum problema com isso. Alguns amigos ficaram, a maioria não", afirmou.

Apesar de ser apoiadora de Bolsonaro, Fontenelle afirmou já ter tido problemas com algumas lideranças do governo, em especial da área das artes. O primeiro teria sido com a atriz Regina Duarte, secretária especial da Cultura entre março e junho deste ano.

"Eu sabia que a Regina não tinha gás para aprender. Ela não ia saber ser tratada como grande estrela (no governo). E, no papel que ela assumiu, ela não ia ser uma grande estrela", disse Fontenelle, negando que quisesse o cargo. "No casamento da [deputada federal] Carla Zambelli (PSL-SP), eu falei para a Regina: [a crítica] não é pessoal."

Regina Duarte foi sucedida por Mário Frias, atual titular da secretaria. E Fontenelle disse que o relacionamento com o ator também não é bom.

"Eu me opus ao Mário, e ele me bloqueou nas redes. Não tenho nada contra o Mário, mas ele ficou chateado e me bloqueou. Eu falei: é uma pasta muito complicada, uma pasta dominada por pessoas da esquerda", disse a atriz, que afirmou torcer pelo sucesso do atual secretário. "Depois que bateu o martelo, eu torço para dar certo", completou.

Questionada sobre a possibilidade de concorrer a um cargo político, Fontenelle não descartou a ideia para o futuro. Mas disse que, no momento, prefere ficar fora da política.

"As pessoas são muito carentes de herói. Hoje, não tenho pretensão política. Eu já tenho minhas lutas, e espero resolvê-las sem cargo político", afirmou.

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