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Cid Moreira relembra quando apresentou o JN de bermuda: 'Foi só uma vez'

Cid Moreira no Conversa com Bial  - Reprodução/vídeo
Cid Moreira no Conversa com Bial Imagem: Reprodução/vídeo

Colaboração para o UOL

19/09/2020 03h03

Cid Moreira, uma das figuras mais emblemáticas do telejornalismo brasileiro, relembrou quando apresentou o "Jornal Nacional" usando paletó, gravata e bermuda. Segundo o jornalista, o episódio inusitado aconteceu somente uma vez, mas o perturba até hoje.

"É verdade. Aconteceu uma vezinha só e pago por isso até hoje. Sou cobrado por isso até hoje", afirmou ele durante o "Conversa com Bial" na madrugada deste sábado (19), na Rede Globo.

O motivo do apresentador ter precisado usar bermuda, que ficou escondida atrás da bancada do jornal, foi devido a um atraso causado pelo trânsito.

"Era um sábado de Carnaval, eu estava em Itaipava, Petrópolis, e sai para ir ao jornal. Eu ia passar em casa antes para pegar a minha roupa, mas [no caminho] fui engolido por um temporal, água para todo o lado, aquela confusão toda, e cheguei faltando cinco minutos [para começar o noticiário]", explicou.

"O Léo Batista já estava sentado na bancada e a Alice-Maria estava roendo as unhas. Peguei um paletó e uma gravata que eu tinha em um armário lá, coloquei rápido, o Léo saiu e sentei no lugar. Dai o jornal entrou no ar", relembrou Cid. "Você sabe que eu tenho pesadelo com isso até hoje? Sonho que vou chegar atrasado".

Carreira e documentário

Lenda viva da televisão brasileira, Cid Moreira apresentou o "Jornal Nacional" por 27 anos, repetindo mais de oito mil vezes o famoso "boa noite" diário sempre no encerramento do noticiário. No "Fantástico", onde foi locutor e também apresentador, ficou por 40 anos. Além disso, gravou inúmeros CDs narrando a Bíblia durante a carreira.

Atualmente, o jornalista de 92 anos faz sucesso como influenciador digital e está lançando o documentário "Boa Noite", de Clarice Saliby, sobre a sua vida e obra. A estreia está marcada para o dia 29 de setembro no festival internacional de documentários "É Tudo Verdade".

Voz icônica e cuidados

No programa, Cid Moreira também revelou alguns de seus segredos para manter o vozeirão grave intacto, tão conhecido pelos brasileiros.

"Eu já usei muita coisa. Comecei usando aquele sal marinho que vinha em tubinho, e todos os artistas me pediam uma pitadinha na mão. No tempo do rádio, o Chico Anysio era meu freguês (risos)", contou o ex-âncora. Já pipoca antes de entrar no ar, nem pensar. "Eu engasgava facilmente com aquela lasquinha, entrava na garganta".

Outro hábito que o apresentador adquiriu para deixar as cordas vocais saudáveis foi usar cravo da Índia, dica recomendada pela cantora Elizeth Cardoso. No entanto, o uso em excesso acabou gerando um efeito colateral.

"Me entusiasmei todo e comprei um vidro enorme cheio de cravo da Índia. Passei a usar e distribuir para os colegas. E sabe o que eu ganhei com isso? Uma tremenda gengivite", falou ele.

Após isso, Cid Moreira migrou para o gengibre. "Agora mesmo estou usando um. Mas uma vez no jornal eu estava dando uma notícia que exigia mais uma articulação, o gengibre escapou [da minha boca] e acabei fazendo uma careta (risos)", finalizou.

O "Conversa com o Bial" vai ao ar de segunda à sexta-feira após o Jornal da Globo.

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