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Ativista diz que vai processar o apresentador Sikêra Jr por LGBTfobia

Sikêra Jr, apresentador do Alerta Nacional, da RedeTV - Reprodução/Rede TV
Sikêra Jr, apresentador do Alerta Nacional, da RedeTV Imagem: Reprodução/Rede TV

Flávio Ismerim

Do UOL, em São Paulo

23/09/2020 17h34

O ativista pelos direitos da comunidade LGBTQ+ Agripino Magalhães declarou hoje que vai processar o apresentador da RedeTV Sikêra Jr por LGBTfobia.

"LGBTIFOBIA É CRIME. A partir de agora ele vai ter que respeitar todos cidadãos e cidadãs LGBTI+", declarou Agripino.

Ele — com ajuda de seus advogados — deve entrar com o processo na próxima segunda-feira (28) contra o apresentador do Alerta Nacional — a quem ele chama de homofóbico e transfóbico.

O que motivou a denúncia de Agripino foi uma publicação feita ontem por Sikêra Jr em seu perfil oficial do Instagram exibida acima. "Transgênero é uma pessoa que não aceita o próprio nome, o próprio corpo, a própria voz, a própria vida, mas quer ser aceito por todo mundo", dizia a imagem postada pelo apresentador.

Procurado pelo UOL, o apresentador Sikêra Jr não respondeu até a publicação dessa matéria.

Agripino Magalhães prometeu entrar com um processo contra Sikêra Jr na próxima segunda-feira (28) - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Agripino Magalhães prometeu entrar com um processo contra Sikêra Jr na próxima segunda-feira (28)
Imagem: Reprodução/Instagram

Denúncia contra Fontenelle e Netinho

Em agosto, Agripino Magalhães entrou com um processo contra a Antonia Fontenelle e o cantor Netinho por racismo. Na ocasião, os dois criticaram o fato de a música "Fricote", de Luiz Caldas, ("Nega do cabelo duro, que não gosta de pentear...") ser vista como racista hoje durante um vídeo publicado no YouTube de Fontenelle.

"A vida da gente hoje... A gente está cercado de todos os lados, vigiado por todos os lados, infelizmente", afirmou o dono do hit "Mila".

O ativista pediu que o vídeo fosse retirado do ar por ser "pejorativa, homofóbica e racista".

"Os querelados, ao que parece, acreditam que estão num País de impunidade, onde não existe lei nem justiça, e com isso pisam nos LGBTI+, agridem minorias e mesmo com processo em andamento fazem pouco caso e desprezam o Ministério Público e o Juízo Criminal, como se eles não existissem", argumentou.

Antes, ele já havia denunciado Netinho e Carlinhos Maia por ofensas homofóbicas e transfóbicas.

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