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Beyoncé apoia atos contra violência policial na Nigéria: Estamos com vocês

Beyoncé disse que acompanha a brutalidade da repressão aos protestos no país africano - Reprodução / Instagram
Beyoncé disse que acompanha a brutalidade da repressão aos protestos no país africano Imagem: Reprodução / Instagram

Do UOL, em São Paulo

21/10/2020 12h41Atualizada em 21/10/2020 13h19

A cantora norte-americana Beyoncé apoiou publicamente as recentes manifestações contra a corrupção e a violência policial que vêm acontecendo na Nigéria.

Usando sua figura como potência negra, Beyoncé postou um comunicado nas redes sociais afirmando que está acompanhando os protestos e repudiou as repressões violentas contra os manifestantes.

"Estou com o coração partido ao ver a brutalidade sem sentido que está acontecendo na Nigéria", informa o comunicado.

Ela continua destacando as ações que promove através de organizações para reparar as desigualdades sociais, principalmente para a comunidade negra.

"Temos trabalhado em parcerias com organizações de jovens para apoiar aqueles que protestam por mudanças. Estamos colaborando com coalizões para fornecer cuidados de saúde de emergência, alimentos e abrigo", escreveu.

Há duas semanas, os nigerianos pediram o fim de uma unidade policial chamada Sars, que sediava uma brigada antirroubo acusada de cometer apreensões ilegais e de violência.

Beyoncé disse que estava "ao lado" da população que está nas ruas.

"Aos nossos irmãos e irmãs nigerianos, estamos ao seu lado", concluiu o comunicado, que ainda divulgou uma organização feita por mulheres da Nigéria.

Outra cantora norte-americana, Rihana também usou as redes sociais para chamar a atenção ao que vem acontecendo no país africano.

A rapper Nick Minaj também repercutiu as manifestações. Pelo Twitter, ela escreveu que está "ao lado e orando pelos jovens guerreiros da Nigéria que estão na linha de frente desta violência sem sentido".

"Sua voz está sendo ouvida", completou ela com a hashtag "EndSARS", que virou símbolo dos atos.

Vozes, protestos e violência

O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, anunciou que vai desativar a unidade da Sars, que se tornou símbolo da violência.

Contudo, os manifestantes pedem mudanças maiores no sistema de segurança pública, bem como reformas políticas, lideradas por jovens nigerianos.

O presidente acusou as manifestações de terem "sidos sequestradas por criminosos" e impôs um toque de recolher obrigatório de 24 horas na cidade de Lagos.

Ontem, manifestantes foram atingidos por tiros. Ainda não há número preciso de mortos e feridos, que será investigado pela Anistia Internacional, segundo a agência DW África.

As imagens fortes do tiroteio circulam pelas redes sociais. Segundo fontes ouvidas pelo jornal, homens armados disparam contra os manifestantes para dispersar a aglomeração.

Segundo fontes ouvidas pela BBC, soldados foram vistos montando barricadas na região antes do tiroteio. Uma delas afirmou que viu eles atirando contra manifestantes que estavam no local. O exército do país não se manifestou.

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