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Sonia Abrão fala sobre disco voador e diz que pandemia acabou com namoro

Sonia Abrão - Carine Wallauer/UOL
Sonia Abrão Imagem: Carine Wallauer/UOL

Colaboração para o UOL, em São Paulo

06/05/2021 07h41Atualizada em 06/05/2021 07h43

Normalmente discreta em relação a sua vida pessoal, Sonia Abrão se abriu ao falar sobre seus relacionamentos: ela afirmou que estava namorando, mas a pandemia do novo coronavírus estragou seus planos.

"Eu estava namorando, mas a pandemia acabou com meu namoro. Fui casada durante 17 anos (com o empresário Jorge Damião), tivemos um filho lindo juntos, mas agora só quero romance. Não quero aquela estrutura de um casamento, não quero nem dividir o mesmo teto", disse a jornalista em entrevista para o jornal "Extra".

O que mais me falta é a solidão. Quando meu marido viajava, eu achava ótimo. Preciso desse meu espaço, vivo cercada de pessoas. Não gosto de badalação, já cobri muitas festas. Gosto muito da minha bat-caverna, de ficar sozinha. É dentro de mim que a vida acontece.

Sonia também se declarou "feminista de carteirinha". "Não tenho medo desse rótulo. Fui criada por uma mãe de vanguarda, que sempre pregava nossa independência. Ela era muito avançada para a época. Essa ideia de príncipe encantado, do amor de um homem como única forma de ser feliz, pode levar a mulher a ficar presa nesses relacionamentos abusivos", frisou.

Ao recordar sua carreira, ela comentou que, assim como muitas mulheres, foi vítima de assédio e do machismo. "Praticamente impossível uma mulher não ter passado por isso, ainda mais antigamente quando a gente não sabia a quem recorrer", explicou.

Passei por alguns episódios e cheguei a mudar de empresa por causa de assédio. O rádio foi o ambiente mais machista que trabalhei. Engoli muito porque não podia perder o emprego porque também ajudava em casa. Aguentei muita coisa sozinha, calada. Você vai aprendendo com o tempo a lidar com isso.

No entanto, ela evita falar sobre política até mesmo em seu programa. "Nossa linha editorial é não falar de política. Eu só quero que o Brasil dê certo. Vejo o país dando passos para trás, mas não sei se a culpa é do governo atual ou do anterior. Não existe mais debate, o que existe é um duelo de ideias. Vi uma entrevista da Xuxa dizendo que ela tinha saudade dos anos 80. Eu também tenho saudade daquela liberdade".

Do jornalismo policial para a fofoca

Se em boa parte da carreira ela acompanhou o jornalismo policial (sua atuação no chamado "Caso Eloá", em 2008, foi amplamente criticada), hoje Sonia se dedica a falar da vida dos famosos no programa "A Tarde é Sua", da RedeTV.

"O jornalismo policial foi mesmo a fase mais pesada. Fui vítima de muito preconceito também por ser a única mulher falando sobre isso. Mas estávamos exauridos, e acho que o público também. Decidimos focar então no entretenimento, mas sem tirar os pés do chão, claro", relembrou.

Depois de 20 anos como apresentadora, acho que vivo um bom momento em que o público pode fazer um balanço da minha trajetória e valorizar meu trabalho. Sempre tivemos um bom relacionamento com os profissionais de outras emissoras, e esse retorno vem de uma forma saudável, espontânea.

A jornalista falou do carinho que recebe dos espectadores. "Sou mal acostumada. Pelo público, sempre fui muito mimada. Pela mídia, não, sempre fui detonada. O rótulo de fofoqueira, por exemplo, vem carregado de preconceito, mas foi perdendo também o peso com o tempo. Sou jornalista, já cobri de tudo. Mas nunca vi como uma ofensa me chamarem de fofoqueira. É um preconceito das pessoas, e elas que evoluam".

Por fim, comentou sobre uma história curiosa: o disco voador que já avistou. "Eu não vim do mar, vim do espaço. É um fascínio que eu tenho. Já vi até disco voador com a minha mãe, mas ninguém acredita na gente. Mas não gosto de falar muito sobre isso para não virar meme", brincou ela, aos risos.