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Ariadna não conversou com Íris após fala transfóbica: 'Aberta para ensinar'

Ariadna no "Encontro com Fátima Bernardes" - Reprodução / TV Globo
Ariadna no "Encontro com Fátima Bernardes" Imagem: Reprodução / TV Globo

Do UOL, em São Paulo

26/05/2021 11h30Atualizada em 26/05/2021 14h46

Mais votada da tribo Carcará e terceira eliminada do "No Limite", Ariadna Arantes foi a convidada do "Encontro com Fátima Bernardes" de hoje.

No programa, a ex-participante do reality show da TV Globo comentou a fala transfóbica de Íris, a presença dos homens em todas as provas, os piores momentos do programa e o que mudou na sociedade brasileira desde sua participação no "BBB 11".

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Confira:

Desentendimento com Íris

Na última semana, uma troca de farpas entre Íris e Ariadna levou a acusações de transfobia contra a ex-apresentadora da Rede TV!.

Na ocasião, Ariadna contou que já recorreu à prostituição por não conseguir outro emprego. Íris replicou argumentando que ela "teve opção, sim", que o preconceito estava "dentro da cabeça" dela.

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No Limite: Ariadna e Íris discutem sobre prostituição
Imagem: Reprodução/Rede Globo

Hoje, em conversa com Fátima Bernardes e Tati Machado, Ariadna contou que ainda não conversou com Íris, mas que está aberta para ajudá-la a compreender sua realidade.

"Nós ainda não conversamos, mas como já tinha dito antes, estou livre e aberta para uma conversa com ela, para fazer com que ela abra a cabeça para a nossa realidade. O Brasil é o país que mais mata mulheres trans no mundo", disse.

"Ela tem que saber qual é a realidade, como foi minha parceira, eu não vou ficar jogando pedra e criticando. Talvez ela tenha realmente essa ignorância no assunto e eu estou aqui aberta, para ensinar", completou.

Homens são realmente mais fortes?

Ariadna comentou também que a permanência dos homens dos grupos em todas as provas pode atrapalhar o desempenho das equipes.

Acho que os homens estavam se achando os mais fortes de todos, e isso acabou atrapalhando um pouco. Acho que. cada vez [cada prova], tinha que tirar um homem e uma mulher.

Ela ainda reforçou o discurso de Paula Amorim, que falou que as mulheres não são as mais fracas do grupo e podem, sim, competir em igualdade.

"Dou toda a razão à Paula, nem sempre os homens são os mais fortes. Ali faltou também um pouquinho mais de posicionamento da Paula, mas aconteceu, faz parte do jogo e foi triste", disse.

Piores momentos

Ariadna elegeu seus dois piores momentos do "No Limite": a primeira prova, da duna, e a tempestade na madrugada.

Na primeira prova de subir a duna, aquilo me desestabilizou muito, fiquei traumatizada. Eu passei mal de verdade saindo, eu não estava vendo mais cores, estava vendo em preto e branco, as pontas dos meus dedos estavam escuras e geladas, tive muita vontade de vomitar, achei que estava infartando naquele momento. E a tempestade que a gente viveu, meu Deus do céu, espero nunca mais ter que passar por algo parecido com aquilo.

O que mudou do 'BBB 11' para cá?

Questionada por Fátima Bernardes se enxerga mudanças na sociedade brasileira desde a sua participação no "BBB 11" quando o assunto é transsexualidade, Ariadna pediu mais visibilidade.

Acho que não mudou muito ainda, tivemos pouquíssimos avanços. Não por falta de vontade nossa, mas porque a sociedade ainda tem uma cabeça muito fechada. A gente vê que tem várias influenciadoras trans que penam, assim como eu, tentando manter nosso posicionamento, fazendo um trabalho legal e limpo. Não tem ainda grandes empresas e grandes marcas que nos proporcionam esse patrocínio, essa ajuda. Eu estou aqui de novo, precisando, e quem estiver disposto a dar esse passo para essa evolução da nossa sociedade, estamos aí! Evolução traz sempre benefício para o nosso país.

No Limite 2021