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Repórter da CNN no Afeganistão nega que mudou visual devido ao Taleban

Clarissa Ward disse que mudança não foi motivada pelo Taleban - Reprodução
Clarissa Ward disse que mudança não foi motivada pelo Taleban Imagem: Reprodução

Colaboração para o UOL, em São Paulo

16/08/2021 21h16

A jornalista inglesa Clarissa Ward, correspondente da CNN no Afeganistão, tem feito várias participações para falar sobre a ocupação do grupo extremista Taleban, que se apoderou da capital Cabul, e os telespectadores perceberam uma leve mudança no visual da repórter.

O público mais atento notou que Ward deixou de usar um lenço e passou a adotar a abaya, vestimenta preta muito comum entre as mulheres nos países árabes. Entretanto, a profissional da CNN negou que isso tenha alguma relação com a tomada do poder pelo Taleban.

Por meio de seu perfil no Twitter, Clarissa Ward replicou um meme que fazia uma comparação em seu visual, e classificou a montagem como "imprecisa". Segundo explicou, ela sempre cobriu os cabelos ao fazer coberturas no Afeganistão.

"Este meme é impreciso. A foto de cima está dentro de um complexo privado. A parte inferior está nas ruas do Taleban. Eu sempre usava lenço na cabeça nas ruas de Cabul, embora não com o cabelo totalmento coberto e abaya. Portanto, há uma diferença, mas não tanto assim", escreveu.

Taleban toma Cabul e volta ao poder no Afeganistão

O Taleban tomou o poder no Afeganistão. O grupo assumiu Cabul, capital do país, e retomou o controle 20 anos após a entrada das tropas norte-americanas.

O presidente Ashraf Ghani e seu vice, Amrullah Saleh, deixaram o país horas após a entrada do Taleban na capital, conforme relatado por um funcionário de alto escalão do Ministério do Interior do governo.

Ghani teria embarcado para o Tajiquistão, segundo informações da agência Reuters. O local não foi confirmado pelo funcionário por motivos de segurança.

Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, admitiu em pronunciamento que o Taleban tomou o poder no Afeganistão mais rápido do que o previsto, mas que as tropas norte-americanas não devem lutar uma guerra na qual os próprios afegãos não querem continuar e que não se arrepende de suas decisões.

"A verdade é que o [governo do] Afeganistão caiu mais rápido do que pensávamos. Os líderes afegãos desistiram e fugiram. As forças afegãs colapsaram", disse.