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Especial BBB18

Mauricio Stycer

Paula apela a nacionalismo e se diz "brasileira raiz" para ir à final

Reprodução/GlobosatPlay
Paula diz que está orgulhosa da reta final do "BBB18" Imagem: Reprodução/GlobosatPlay
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer

É jornalista desde 1986. Repórter e crítico do UOL, autor de um blog que trata da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

Colunista do UOL

17/04/2018 05h01

A presença de um estrangeiro no “BBB18” provocou reações preconceituosas de vários participantes ao longo dos quase três meses de confinamento. Wagner foi responsável pelo comentário mais grosseiro sobre Kaysar: “O cara é um zé ruela. Gringo! Se um gringo ganhar o ‘Big Brother Brasil’, pronto acabou. Aí acabou o mundo. Pode desabar”, protestou.

Paula não ficou muito atrás. Em uma conversa com Breno, ela disse: “O que não é legal é que ele não é brasileiro. E é o 'Big Brother Brasil, entendeu? Não é legal, tem que participar do 'Big Brother' lá da Síria, ele é de lá”. O goiano discordou.

Em outro diálogo, exibido na edição do programa, Paula disse sobre o rival: “Tem outra coisa: ele não é brasileiro. Isso pode pesar também na hora do pessoal votar. Pode pesar, não é que vai pesar. Vai vir alguém de fora e vai ganhar o Big Brother aqui Brasil? Porra! Não tem um brasileiro melhor do que alguém de fora para ganhar o programa?”

Troque o “alguém de fora” da frase dita por Paula por “uma mulher”, “um negro”, “um gay” ou um “judeu”, por exemplo, e avalie se não é preconceito.

Isso sem falar que no meio da última prova de resistência, Paula, Gleici e Ana Clara cantaram o Hino Nacional do Brasil enquanto giravam em cima de uma plataforma contemplando um carro 0 KM. Kaysar, presente, colocou a mão direita no coração e ouviu a cantoria com todo respeito.

Para piorar, nesta segunda-feira (16), após ser indicada para o último paredão da edição, Paula pediu ajuda ao público para ficar, na disputa com a família Lima, argumentando que é “brasileira raiz” e que o avô foi combatente na Segunda Guerra Mundial.

“Sou brasileira raiz. Neta de combatentes da Segunda Guerra, filha de pais que batalham muito, e eu sou atleta, vim pra vencer e pra jogar o game. Quebrei a cara, paguei língua e estou entregue no jogo”, afirmou.

Quer dizer, a candidato considera o seu nacionalismo um trunfo para vencer o “BBB18”, em oposição ao fato de o programa contar com um estrangeiro. Tempos estranhos em um reality show...

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