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Isis Valverde: "Nunca permiti que me agredissem"

Isis Valverde - Foto: Reginaldo Teixeira
Isis Valverde Imagem: Foto: Reginaldo Teixeira
Leo Dias

Leo Dias é jornalista e apresentador do programa "Fofocalizando", do SBT. Foi correspondente internacional da rádio portuguesa RDP, passou pelas TVs Bandeirantes e RedeTV! e apresentou um programa na rádio FM O Dia, líder de audiência no Rio de Janeiro, onde entrevistava políticos, jogadores de futebol, dirigentes e muitos artistas. Assinou uma coluna de celebridades no jornal "O Dia" e também esteve nos jornais "Extra" e nas revistas "Contigo", "Chiques e Famosos", "Amiga" e "Manchete". Apesar dessa experiência, sempre se definiu como repórter, tamanha paixão pela apuração da notícia e pela vontade em produzir conteúdos exclusivos. Polêmico, controverso e dono de uma forte personalidade, Leo conquistou um público cativo por dar notas explosivas e audaciosas num mundo artístico mais conservador. Seu lema: "A fama tem um preço estou aqui para cobrar".

Colunista do UOL

06/11/2019 08h00

Uma das estrelas de 'Amor de Mãe', próxima novela das 21h, Isis Valverde dará vida à Betina, uma jovem enfermeira que viverá, entre outros dramas, um relacionamento abusivo com o ex-marido Vicente, interpretado por Rodrigo Garcia. A atriz conta que jamais viveu algo parecido com o que passará sua personagem, mas já teve problemas com ex-namorados com um perfil mais controlador. "Nunca sofri agressão física, mas, quando mais nova, já aconteceu muito de o cara levantar a voz para mim. Amor, ali, eu já cortava. Eu nunca permiti que alguém me agredisse e ficasse do meu lado.", diz Isis.

A atriz vê em Betina uma grande oportunidade de tratar a questão da violência à mulher, atingindo à grande massa que assiste às novelas. "É muito importante colocar isso em uma trama que o povão vai assistir, que a galera que tá lá na roça vai ver, muita mulher que acha que tem que ser subalterna, que o cara está lá descendo a coça nela, mas que vai olhar para minha personagem e falar 'Não! Ela não tá aceitando. Por que eu tenho que aceitar? Eu vou contar, vou me abrir para alguém'.", diz Isis, que completa: "Temos que levar essas questões porque o silêncio mata. Essas mulheres nem são chamadas de vítimas de abuso. Elas são chamadas de sobreviventes, porque o agressor poderia, de fato, ter matado elas."

Isis lembra ainda que esse tipo de relacionamento não se mostra nocivo de início. "Nos estudos que fiz, no começo da relação abusiva, ela nunca é abusiva. Tudo são flores. Mas vai passando o tempo, o agressor vai deixando a mulher sozinha, diz que os amigos dela não prestam e vai isolando a pessoa, até que ele começa a atacá-la, a fazer com que ela dependa psicologicamente dele", explica a atriz, que acredita que, apesar de difícil, o processo de libertação de uma relação abusiva é possível. "A primeira coisa é se abrir, seja em uma terapia ou uma pessoa próxima. Uma mulher que está em uma relação deste nível, ela vai se isolar, e se isolando, ela fica fraca, frágil. Não pode.", diz a atriz.

* Com colaboração de Geizon Paulo

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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