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Leo Dias


Puro veneno: coluna analisa rainhas no lançamento do CD de Carnaval do Rio

Viviane Araújo, do Salgueiro - Thyago Andrade/BrasilNews
Viviane Araújo, do Salgueiro Imagem: Thyago Andrade/BrasilNews
Leo Dias

Leo Dias é jornalista e diretor-executivo do "TV Fama", da Rede TV!. Foi correspondente internacional da rádio portuguesa RDP, passou pelas TVs Bandeirantes e RedeTV! e apresentou um programa na rádio FM O Dia, líder de audiência no Rio de Janeiro, onde entrevistava políticos, jogadores de futebol, dirigentes e muitos artistas. Assinou uma coluna de celebridades no jornal "O Dia" e também esteve nos jornais "Extra" e nas revistas "Contigo", "Chiques e Famosos", "Amiga" e "Manchete". Apesar dessa experiência, sempre se definiu como repórter, tamanha paixão pela apuração da notícia e pela vontade em produzir conteúdos exclusivos. Polêmico, controverso e dono de uma forte personalidade, Leo conquistou um público cativo por dar notas explosivas e audaciosas num mundo artístico mais conservador. Seu lema: "A fama tem um preço estou aqui para cobrar".

Colunista do UOL

03/12/2019 08h57

Pela primeira vez, o lançamento oficial do CD das escolas de samba do Rio, realizado na noite desta segunda-feira (2), não aconteceu na Cidade do Samba. O local escolhido foi a quadra do Salgueiro, sabe-se lá por quê, e o clima, em geral, era péssimo. Primeiro porque o Carnaval vai de mal a pior. Para completar, um doleiro, que é amigo da Coluna, ligado à Grande Rio, resolveu "ligar o ventilador" e entregar um monte de figuras poderosas da RioTur, inclusive o pastor-prefeito, Marcello Crivella, que odeia carnaval. O doleiro corajoso denunciou mais de 60 pessoas acusadas de formar uma organização criminosa, desde a década de 90, que promoveu evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Agora, vamos à futilidade: a coluna vai descrever, à sua moda, as rainhas de bateria presentes. A anfitriã, Viviane Araújo, escolheu um macacão que a deixou duas vezes maior. A impressão que se tinha, é que ela precisa começar um regime ontem. Já Bianca Monteiro, da Portela, é um caso à parte. Ela tinha um affair com um poderoso dono de uma loja de material de carnaval, que bancava a amada no posto. Só que o romance acabou, e, quando acaba o milho, acaba a pipoca. Mas a Portela não conseguiu nenhum "trouxa" para bancar outra amante. Conclusão: não tem tu, vai tu mesmo. Bianca fica no posto, quase esquecida.

Evelyn Bastos, da Mangueira, surpreendeu a todos: foi vestida! O troféu de "pelada da noite" ficou com a novata no Rio, Lívia Andrade, da Tuiuti. Era pouco pano, brilho até a alma e transparência quase que total. Aquela ali, não brinca em serviço. Era a mais simpática. Beijava e abraçava até poste, parecendo íntima do carnaval carioca.

Thyago Andrade/BrasilNews
Imagem: Thyago Andrade/BrasilNews

Outra estreante foi a Verão, quer dizer, Aline Riscado, da Vila Isabel, que errou no visual, mas mostrou samba no pé. Raíssa de Oliveira, da Beija-Flor, foi de Raíssa da Beija-Flor e, ano que vem, será Raíssa da Beija-Flor. Tudo previsível.

O que dizer de Lexa, tadinha, a rainha da Tijuca? Era a mais feliz, a mais empolgada e a mais bonita. Ninguém avisou a ela que o Carnaval está em seu pior momento. Mas também, deixa ela viver essa ilusão...

As ausências foram as de Paolla Oliveira, que disse estar gravando, e Gracyanne Barbosa. Aí, teremos duas versões: a verdadeira e a mentirosa. Qual você prefere? Para o mundo, ela tinha compromissos profissionais inadiáveis. Mas a verdade é que Gracyanne não pisa no Salgueiro nem com cachê alto. Nem preciso explicar o porquê.

Thyago Andrade/BrasilNews
Imagem: Thyago Andrade/BrasilNews

Outra ausência foi a de Giovanna Angélica (que nome é esse?), que está plena em Nova York. Ela, de fato, é da comunidade da Mocidade, mas casou-se com um ricaço que, além de pagar pelo posto, banca suas viagens. Que delícia!

Sobre Raíssa Machado, da Viradouro... Não temos opinião formada. Falta um quilo de sal nela.

De resto, foi aquilo: todo mundo reclamando de salários atrasados, uma escassez de comida que só, e, para beber, apenas água, refrigerante e pouca cerveja, o que para o samba é um crime. O que ficou da festa de ontem? É que tomara que ela nunca mais se repita.

Leo Dias