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Jerry Smith é detonado após clipe de 'reladinha' em ônibus: 'Assédio'

Jerry Smith é criticado por clipe sobre "reladinha" em ônibus - Reprodução/Youtube
Jerry Smith é criticado por clipe sobre 'reladinha' em ônibus Imagem: Reprodução/Youtube
Leo Dias

Leo Dias é jornalista e diretor-executivo do "TV Fama", da Rede TV!. Foi correspondente internacional da rádio portuguesa RDP, passou pelas TVs Bandeirantes e RedeTV! e apresentou um programa na rádio FM O Dia, líder de audiência no Rio de Janeiro, onde entrevistava políticos, jogadores de futebol, dirigentes e muitos artistas. Assinou uma coluna de celebridades no jornal "O Dia" e também esteve nos jornais "Extra" e nas revistas "Contigo", "Chiques e Famosos", "Amiga" e "Manchete". Apesar dessa experiência, sempre se definiu como repórter, tamanha paixão pela apuração da notícia e pela vontade em produzir conteúdos exclusivos. Polêmico, controverso e dono de uma forte personalidade, Leo conquistou um público cativo por dar notas explosivas e audaciosas num mundo artístico mais conservador. Seu lema: "A fama tem um preço estou aqui para cobrar".

Colunista do UOL

07/02/2020 17h20

Jerry Smith lançou o clipe de sua nova aposta para o Carnaval na última quinta-feira (6) e a intenção do cantor com o vídeo de "Reladinha" era viralizar na internet. O funkeiro conseguiu a repercussão com as imagens, mas não pelo sucesso e sim com críticas nas redes sociais. Os fãs não gostaram do cenário escolhido por Jerry, que aparece cantando dentro de um ônibus sobre "dar uma reladinha". Internautas não gostaram da associação entre transporte público e o termo de conotação sexual. Eles apontaram nos comentários do vídeo que muitas mulheres sofrem com assédio dentro dos coletivos em todo o país. Procurada, a assessoria de imprensa do funkeiro disse que não é verdade que o clipe está sugerindo assédio às mulheres em transporte coletivo.

No clipe, dirigido por Rarael Marques e produzido pela Sync Design, Jerry até faz dancinhas e gesticula como se fosse um tapinha no ar. O transporte coletivo é o local em que as mulheres da cidade de São Paulo mais temem sofrer algum tipo de assédio sexual, mostrou uma pesquisa encabeçada pelo IBOPE Inteligência e a Rede Nossa São Paulo divulgada em março do ano passado.

"A música é boa, mas o "reladinha" dentro do ônibus ficou MUITO sugestivo. É assédio. Acredito que não foi a imagem que ele quis passar... mas, que tiro no pé", disse um internauta nos comentários do perfil Alfinetei, que publicou um trecho do vídeo.

O número de denúncias de assédio sexual no transporte público vem crescendo anualmente no Estado de São Paulo. Em 2017, por exemplo, foram 514 casos - um aumento de 650% em comparação aos registros de 2012. Eles ocorrem em ônibus municipais, intermunicipais e rodoviários, trens e no metrô. As principais críticas realizadas por internautas contra o clipe de Jerry foram sobre a escolha do local, um ônibus, para ilustrar uma letra que se fala em "reladinha". Em um dia, as imagens já foram vistas por cerca de 153 mil pessoas.

"Reladinha= assédio que mulheres sofrem diariamente nos ônibus", enfatizou uma mulher nos comentários do vídeo publicado pelo Instagram de fofoca "Alfinetei". Porém, a assessoria de imprensa de Jerry Smith discordaram da visão dos internautas.

"Algumas pessoas comentaram que o novo clipe do cantor Jerry Smith estaria sugerindo assédio às mulheres em transporte coletivo. Isso não é verdade. A intenção do artista e de sua produção é de reviver a trajetória humilde do artista que, quando mais jovem, sonhava com o dia que seu trabalho fosse reconhecido por todos, inclusive, no ônibus, forma como o jovem artista se locomovia diariamente para seu trabalho", diz o comunicado oficial do artista, que completa: "O jeito irreverente e divertido do artista, não permite que nada além da alegria de dançar e cantar com seu povo seja destacado no clipe, entendendo que a maldade do mundo, pode e deve ficar de fora quando ele se comunica com seu público. O artista reitera que sua intenção foi de demonstrar a alegria de poder ter ascendido em uma carreira difícil, e hoje, ser reconhecido por sua alegria e descontração, e convida todos a verem o clipe sob esta perspectiva. E se houve qualquer analogia entre o clipe e a barbárie do assédio, o cantor se posiciona contrário a este comportamento machista que deve ser combatido pelas autoridades competentes", finaliza a nota.

Leo Dias