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Leo Dias


Leo Dias

Para não depender do Youtube, sertanejos criam app para exibir shows

Gusttavo Lima - Divulgação
Gusttavo Lima Imagem: Divulgação
Leo Dias

Leo Dias é jornalista e diretor-executivo do "TV Fama", da Rede TV!. Foi correspondente internacional da rádio portuguesa RDP, passou pelas TVs Bandeirantes e RedeTV! e apresentou um programa na rádio FM O Dia, líder de audiência no Rio de Janeiro, onde entrevistava políticos, jogadores de futebol, dirigentes e muitos artistas. Assinou uma coluna de celebridades no jornal "O Dia" e também esteve nos jornais "Extra" e nas revistas "Contigo", "Chiques e Famosos", "Amiga" e "Manchete". Apesar dessa experiência, sempre se definiu como repórter, tamanha paixão pela apuração da notícia e pela vontade em produzir conteúdos exclusivos. Polêmico, controverso e dono de uma forte personalidade, Leo conquistou um público cativo por dar notas explosivas e audaciosas num mundo artístico mais conservador. Seu lema: "A fama tem um preço estou aqui para cobrar".

Colunista do UOL

20/04/2020 09h55

Ele parece mesmo estar um passo à frente dos outros. Gusttavo Lima e outros sertanejos, como Matheus (dupla com Kauan) participarão de a nova reunião para desenvolver um aplicativo de alta qualidade que permitirá que eles transmitam suas lives sem depender de nenhuma plataforma, como o YouTube.

Gusttavo foi um dos poucos a lucrar alto com as lives. Comenta-se no meio da música que cada um dos quatro patrocinadores da live do cantor pagou 300 mil reais, o que significa que ele teria ganho 1,2 milhão com a live. Nada mal. Mas na semana passada, o Youtube cresceu o olho e passou a impor regras comerciais impedindo o faturamento dos artistas.

Esse movimento de aplicativos de lives já surgiu nos Estados Unidos. Os americanos não aceitam depender do monopólio de algumas empresas para ganhar dinheiro. É inadmissível para eles.

Na América, o mundo da música já considera o ano perdido, por lá há um forte pensamento de que não haverá mais shows esse ano. Festivais como Coachella e EDC (música eletrônica), que foram adiados, devem ser cancelados. Esta é a expectativa. Governantes dizem que enquanto não surgir uma vacina, as pessoas não agirão mais como antes. Quer dizer, mesmo quando os shows voltarem, ninguém sabe se haverá público.

Esses aplicativos valeriam para celular, computador e TV. O espectador deve pagar, em média, 5 dólares por espetáculo. Com isso, seria possível equilibrar a renda, que despencou após a pandemia.

Acredita-se que Anitta, única artista de renome que não aceitou entrar no movimento das lives, também esteja desenvolvendo seu projeto. Pelo visto, o YouTube ficou pra trás.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Leo Dias