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Marilia Mendonça, Maiara e Maraísa se reúnem para live da Festa das Patroas

Maraisa e Marília Mendonça - Reprodução/Instagram
Maraisa e Marília Mendonça Imagem: Reprodução/Instagram
Leo Dias

Leo Dias é jornalista e diretor-executivo do "TV Fama", da Rede TV!. Foi correspondente internacional da rádio portuguesa RDP, passou pelas TVs Bandeirantes e RedeTV! e apresentou um programa na rádio FM O Dia, líder de audiência no Rio de Janeiro, onde entrevistava políticos, jogadores de futebol, dirigentes e muitos artistas. Assinou uma coluna de celebridades no jornal "O Dia" e também esteve nos jornais "Extra" e nas revistas "Contigo", "Chiques e Famosos", "Amiga" e "Manchete". Apesar dessa experiência, sempre se definiu como repórter, tamanha paixão pela apuração da notícia e pela vontade em produzir conteúdos exclusivos. Polêmico, controverso e dono de uma forte personalidade, Leo conquistou um público cativo por dar notas explosivas e audaciosas num mundo artístico mais conservador. Seu lema: "A fama tem um preço estou aqui para cobrar".

Colunista do UOL

19/05/2020 10h40

A Coluna Leo Dias anuncia em primeira mão: acontece no dia 14 de junho uma das lives mais aguardadas no mundo sertanejo: o projeto Festa das Patroas, que reúne Marília Mendonça e Maiara e Maraisa, desde 2017, terá uma live para chamar de sua.

Os fãs pediam insistentemente às cantoras que confirmaram para a Coluna a data e adiantaram mais um detalhe: nesta live, ao contrário do que acontecia nos shows, as três permanecerão no palco o tempo todo.

A Festa das Patroas foi uma turnê que representou uma grande virada da música sertaneja. Elas eram as principais representantes da chegada das mulheres ao mercado sertanejo e trouxeram consigo a renovação que o ritmo precisava tanto naquele momento.

Tanto Maiara e Maraísa quanto Marília Mendonça conseguiram mudar o rumo da música sertaneja, em todos os sentidos. Até então, mulher na música sertaneja era basicamente representada pela figura perfeita de Paula Fernandes.

De repente, surgem mulheres acima do peso, com corpos normais e sem grandes produções. Salto alto, nem pensar!

E as letras das músicas? Outra revolução. Elas não cantavam mais o amor. Começaram a falar de bebedeira, de trair (e não apenas ser traída) e o mais surpreendente: elas se colocaram no lugar das amantes, algo raríssimo de se ver na música. Amante era sempre retratada de forma negativa, mas desta vez, a música sertaneja conseguia expressar o sentimento daquela que é "a outra", aquela "que não usa aliança e véu", "que não tem lar e nunca vai casar". Um marco e tanto na história da nossa música.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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