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Globo diz que Bonner é alvo de intimidação; Fátima anuncia medida judicial

Redação

São Paulo

26/05/2020 12h38

A Rede Globo publicou nota de repúdio a uma campanha de intimidação promovida contra o apresentador do "Jornal Nacional", William Bonner. O jornalista vem sendo alvo de ataques desde que fraudadores usaram o CPF do filho dele para dar entrada em pedido de auxílio emergencial de R$ 600, benefício dado pelo governo aos mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus.

De acordo com a emissora, tanto Bonner quanto a filha dele receberam, por WhatsApp, mensagens vindas de um número com código de área de Brasília, contendo uma lista de endereços relacionados a ele e números de CPFs do jornalista, de sua mulher, seus filhos, pai, mãe e irmãos.

"A Globo o apoiará para que os autores dessa divulgação de seus dados fiscais, protegidos pela Constituição, sejam encontrados e punidos. William Bonner é um dos mais respeitados jornalistas brasileiros e nenhuma campanha de intimidação o impedirá de continuar a fazer o seu trabalho correto e isento. Ele conta com o apoio integral da Globo e de seus colegas, e está amparado pela Constituição e leis desse país", diz a nota da emissora.

'Reconfortado'

Em entrevista ao Estadão, o apresentador do Jornal Nacional se disse "reconfortado" pelo apoio da empresa e dos colegas, e afirmou que vai acionar os meios legais para encontrar os culpados.

"O apoio da Globo e dos colegas são reconfortantes. O episódio foi uma clara intimidação. Quem quer fraudar não avisa, não manda mensagem como ameaça. Como a única coisa que faço na vida é ser jornalista, fica claro o propósito de intimidar. Não vão conseguir. Com o apoio da Globo e dos colegas, pelos meios legais, vamos encontrar os culpados para que sejam punidos", declarou.

Fátima critica ação criminosa

Durante a edição de hoje do "Encontro com Fátima Bernardes", a apresentadora da Globo também comentou o episódio e lamentou o uso dos documentos do filho. O CPF usado pelos fraudadores foi o de Vinícius, um dos três filhos que Fátima teve com o âncora do "JN".

"[O formulário do pedido exigia] o nome dele, o meu nome, que não é difícil de saber, data de nascimento, e o documento, o CPF dele. A carta de motorista dele estava na internet. Mas aí, se não é uma pessoa da imprensa ligar e questionar, cobrar, nós não teríamos sabido", refletiu.

Fátima ainda disse que Vinícius "nem poderia entrar com o pedido", uma vez que é estudante e dependente dela e do ex-marido. "Quantas outras pessoas estão nessa situação? Nós tomamos as medidas judiciais, não sabemos se o dinheiro chegou a ser sacado. Mas quantas pessoas podem estar sacando dinheiro ilegalmente?", questionou.

Manifestação anterior

Na semana passada, Bonner já havia falado sobre o caso no Twitter. Na ocasião, o jornalista disse que recebeu uma ligação do jornal "Meia Hora" dizendo que havia recebido documentos do suposto registro de Vinícius no programa de auxílio.

"Meu filho não pediu auxílio nenhum, não autorizou ninguém a fazer isso por ele. Mais uma fraude, obviamente", postou Bonner. "Apresentados os fatos, o jornal corretamente não publicou a matéria"

"Pelos critérios do programa de auxílio emergencial, alguém nas condições socioeconômicas do meu filho não tem direito aos R$ 600 da ajuda. Portanto, quem quer que viesse a usar o nome, o CPF e dados pessoais dele deveria receber como resposta ao pleito um 'não'. Mas, pelo que vimos ao consultar o site do Dataprev, o pedido de auxílio feito por um fraudador foi aprovado", escreveu ainda.

"Quantos entre esses [pedidos] realmente fraudaram o programa? Meu filho não fraudou, é vítima e pode provar. Neste caso, o crime é contra ele, contra todos os que tiveram seus nomes indevidamente usados, e também contra todos os brasileiros, porque ataca os cofres públicos", afirmou.

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