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Ricardo Feltrin

Exclusivo: Record, SBT e RedeTV! planejam lançar canal conjunto na TV paga

Divulgação/Record
Silvio Santos e Edir Macedo, donos do SBT e Record, respectivamente, se unem em interesses comuns Imagem: Divulgação/Record
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

15/02/2017 07h55Atualizada em 15/02/2017 07h55

Vem aí mais uma dor de cabeça para as operadoras de TV por assinatura, que há  anos travam uma guerra corporativa contra a Simba --joint venture criada por SBT, Record e RedeTV!

A Simba foi criada para representar os interesses dessas três emissoras em várias esferas. Agora elas pretendem solicitar espaço no line-up das operadoras para lançar ao menos um canal pago em parceria, em 2018.

Nenhuma dessas TVs até hoje têm canal na TV paga, que já está no país há mais de 25 anos. Porém, só a Globo, por meio de seu braço Globosat, tem cerca de 50 canais, entre os lineares, os PPV e os on-demand.

A Simba ainda estuda que tipo de canal poderia ser lançado. Uma tendência é que fosse uma espécie de “Viva”, mas baseado em conteúdo histórico do SBT (e da TVS) e da Record.

Por ser uma emissora mais jovem, a RedeTV! teria obviamente menos conteúdo a oferecer, mas ainda assim faria parte do projeto.

Mas não será um trabalho fácil para a Simba.

O problema que a joint venture enfrentará para o lançamento de um canal desse tipo é o mesmo que a Globo enfrenta atualmente com o seu Viva: é preciso atualizar contratos e obter autorização de artistas (ou seus descendentes) que fizeram parte dos programas a serem reprisados.

Isso porque os contratos assinados em décadas passadas não preveem a disponibilização desses produtos (novelas, festivais, humorísticos etc) em outras plataformas, como a TV paga ou a internet, que nem existiam naquele tempo.

GUERRA NOS BASTIDORES

A Simba vem travando uma batalha acirrada com as operadoras. Em sua primeira demanda, ela pediu à Sky, Net e demais empresas que passassem a remunerá-las pela cessão de seus sinais em HD, que são incluídos nos pacotes de TV paga sem qualquer contrapartida.

No entanto, a Globo é remunerada por seu sinal HD (valor não revelado). Isso sem falar que, como detém praticamente o monopólio dos canais pagos nacionais, a Globosat também é remunerada por eles, o que soma (estimativa) quase R$ 3 bilhões anuais.

Somente com canais adultos (pornôs) o faturamento total da Globosat por ano chega a R$ 180 milhões.

Isso faz da bem sucedida Globosat a segunda maior empresa do Grupo Globo, só atrás da emissora aberta, e num setor em que não há concorrência (até o momento).

Enquanto não lançam um canal pago, Record, SBT e RedeTV! exigem isonomia de tratamento (e remuneração) ao menos por seus sinais HD.

As operadoras alegam que uma eventual remuneração causaria aumento no valor dos pacotes dos assinantes.

Diante da negativa das operadoras, as três “irmãs” iniciaram conversações para cessão de conteúdo ao serviço de streaming Netflix, conforme esta coluna informou com exclusividade em 26 de janeiro.

@feltrinoficial

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