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Ricardo Feltrin

Em negociação, operadoras exigem de Record e SBT novos canais pagos e mídia

Divulgação/Record
Silvio Santos entrevista Edir Macedo e vice-versa no "Domingo Espetacular" Imagem: Divulgação/Record
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

17/04/2017 09h22Atualizada em 17/04/2017 09h22

As negociações entre a joint-venture Simba e as operadoras de TV paga continuam esta semana após modestos avanços na semana passada.

A Simba representa Record, SBT e RedeTV!, que exigem remuneração das operadoras por seus sinais HD.

Essas TVs estão fora das principais operadoras na Grande SP desde o último dia 29, quando o sinal analógico foi cortado em SP e começou a era 100% digital na região, para uma população total de cerca de 23,6 milhões de pessoas.

Segundo a coluna apurou, apesar de lentas, as negociações continuam entre Simba, Net Claro, Vivo e  Oi, mas as operadoras estão exigindo contrapartidas para uma eventual remuneração.

Entre essas contrapartidas estão uma permuta que envolve remuneração x mídia. Ou seja, as operadoras pagam à Simba, mas as TVs devolverão boa parte disso com o caro espaço publicitário na TV.
 

As operadoras querem também que a negociação inclua já planos concretos de Record, SBT e RedeTV! para o lançamento de novos canais de TV paga nos próximos anos. Elas exigem mais conteúdo.

Conforme esta coluna antecipou, a Simba já tem planos de ao menos um canal pago a ser lançado provavelmente em 2018. Esse canal teria conteúdo fornecido pelas três emissoras. Mas as operadoras querem mais.

Essa exigência das operadoras é um contraponto ao argumento central da Simba, de que elas  remuneram a Globo e a Band por seus sinais HD.

É verdade, mas o que a Simba aparentemente esquece é que os sinais de Globo e Band são vendidos em cestas que contêm dezenas de outros canais pagos criados por essas emissoras.

A verdade nua e crua é que Globo e Band  investem na TV por assinatura há décadas (no caso da Globo há exatos 25 anos), enquanto que SBT, Record e RedeTV! nunca nem sequer se mexeram para a criação de novos canais.

Record e SBT têm acervos que permitiriam a criação de canais semelhantes ao Viva, da Globosat, por exemplo. Também há planos de compra de conteúdo internacional nas áreas de esportes e filmes.

Com o corte do sinal dos canais da Simba na TV por assinatura, a audiência deles caiu de 20% a 30%, o que pode gerar forte repercussão (negativa, claro) entre anunciantes.

Conforme esta coluna informou ontem, o maior erro da Simba foi mudar seu discurso dias antes do corte de sinal analógico: a joint-venture assumiu uma posição beligerante, em vez de dar mais 30 dias para o desligamento e prosseguir as negociações.

Das operadoras, a única aparentemente irredutível” e que não tem nem sequer sentado à mesa de negociações é a Sky.

@feltrinoficial  

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