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Ricardo Feltrin

Acordo com Net e Vivo avança e canais da Simba começam a respirar aliviados

Reprodução/Rede TV!
Representante da Simba, Marco Gonçalves, oriundo do setor bancário brasileiro Imagem: Reprodução/Rede TV!
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

21/04/2017 09h26Atualizada em 21/04/2017 10h06

A tensa negociação entre as TVs abertas representadas pela empresa Simba e as operadoras deu mais um passo esta semana rumo a um acordo, que até pode ser fechado nos próximos dias ou semanas.

Os canais abertos Record, RedeTV! e SBT pararam de ser transmitidos na Grande SP pelas maiores operadoras do país no último dia 29, quando ocorreu o “apagão” do sinal analógico.

As emissoras exigiam ser remuneradas por seus sinais, mas as operadoras se recusam a aceitar isso. Esses canais sempre foram distribuídos gratuitamente durante a era analógica. A mudança para o sinal digital permitiu às emissoras negociar, e ter direito a remuneração. Globo e Band são remuneradas, mas seus sinais HD abertos são negociados em uma cesta de outros canais pagos.

Agora, quase um mês depois de embates na mesa de negociação, a Net, a Vivo e a Oi já estão próximas de fechar um acordo que inclui, sim, alguma remuneração aos canais. Mas com contrapartidas.

Em troca as TVs dariam às operadoras espaço em mídia (como permuta) e produziriam novos canais pagos a partir de 2018 (conforme esta coluna antecipou na semana passada).

Um dos novos canais seria nos moldes do Viva, da Globosat, com programação antiga especificamente de Record e SBT (cujos acervos são grandes).

Também há estudos para um segundo canal na linha de shows, games e reality shows; e um terceiro canal poderia ser na área de esportes, com conteúdo contratado pelos canais da Simba junto a fornecedores estrangeiros.

A coluna apurou que um potencial parceiro que vem sendo consultado nesse sentido é o Grupo Fox, dono de uma vasta gama de eventos esportivos.

SEM SINAL, AUDIÊNCIA CAI

Desde que teve seus sinais cortados das operadoras (exceto a Vivo) na Grande SP, Record, SBT e RedeTV! perderam de 20% a 35% em audiência, dependendo da faixa horária.

De 11 milhões (assinantes legais) a 16 milhões de pessoas (se incluídos os pontos instalados via “pirataria”) foram afetadas pelo corte de sinal na região, segundo estimativa.

Já a audiência dos canais exclusivamente pagos cresceu 14%, o que significa que os telespectadores não estão deixando de ver TV por causa do corte do sinal e, mais ainda, estão migrando dos canais abertos que viam antes para canais fechados.

Esse resultado frustrou executivos da Simba envolvidos na negociação, que esperavam que a TV por assinatura fosse não só perder público, como também ser alvo da ira dos assinantes.

Não aconteceu nem uma coisa, nem outra.

Na verdade, boa parte do impasse ocorreu devido a um erro estratégico de negociação da Simba.

Das operadoras, a única inflexível que nem sequer aceita negociar é a Sky.

@feltrinoficial

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