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Ricardo Feltrin

Após 4 meses, impasse entre Simba e maiores operadoras continua

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Silvio Santos (SBT), Edir Macedo (Record), Marcelo Carvalho e Amilcare Dallevo (Rede TV!): a Simba Imagem: Divulgação
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

31/07/2017 08h01Atualizada em 30/07/2017 21h10

No último sábado completaram-se quatro meses desde que os sinais do SBT, Record e RedeTV! foram cortados na Grande São Paulo das operadoras Net, Claro e Sky. Os sinais já haviam sido cortados meses antes no DF e região.

A história já foi contada e recontada aqui várias vezes, mas não custa repeti-la: os três canais, representados pela Simba, exigem uma remuneração por seus sinais, que sempre foram distribuídos gratuitamente pelas operadoras na era analógica.

Após o fim do sinal analógico, a legislação permitiu que esses canais cobrassem eventualmente pagamentos por seus sinais digitais. O problema é que as operadoras não querem pagar  por algo que sempre foi gratuito.

Para piorar tudo, a Simba entrou na negociação de forma agressiva e um tanto, digamos, iludida.

A joint-venture tinha certeza absoluta de que a saída de Record, SBT e RedeTV! causaria um alvoroço junto a assinantes que passariam a cancelar assinaturas em massa, e que derrubaria a audiência de toda a TV por assinatura.

Houve perda de assinantes, sim. Mas nem de longe poderia ser classificada como “em massa”.

Também não houve perda alguma de audiência da TV paga como um todo. Pelo contrário. A audiência dos canais exclusivamente pagos até cresceu. 

SONHO DE UMA NOITE DE BILHÃO

Conforme o site “Notícias da TV” antecipou em 30 de março, a Simba chegou à mesa de negociações exigindo mais de R$ 3,5 bilhões anuais das operadoras.

Mesmo reduzindo suas pretensões posteriormente para R$ 840 milhões anuais, e mais tarde para cerca de R$ 200 milhões anuais, nem assim as operadoras aquiesceram.

Cabe dizer que elas (operadoras) não descartam fazer uma eventual remuneração, mas desde que os canais Simba passem a oferecer novos canais exclusivos para a TV por assinatura.

Afinal, Globo e Band recebem algum pagamento, mas só porque seus sinais abertos fazem parte de uma cesta de outros canais pagos.

O impasse continua e a Simba continua em posição de desvantagem.

Na semana passada, o colunista Flavio Ricco informou que a Anatel concluiu que não cabe às operadoras dar desconto aos seus assinantes por causa do corte de sinal de Record, SBT e RedeTV!

O processo destinado a fazer com que as operadoras fossem punidas pelo corte foi movido pelo Inadec, um órgão de defesa do consumidor que têm como fundador o deputado federal Celso Russomano, funcionário da Record e filado ao PRB, conhecido como o "partido da Igreja Universal".

Foi o próprio Inadec que no mês passado divulgou uma espécie de “fake news” anunciando os canais Simba haviam chegado a um "acordo" com os órgãos de defesa e que os canais Simba já "podiam voltar à TV por assinatura”.

A notícia desse acordo inexistente chocou as operadoras, que não estavam sabendo de nada.

Tudo pareceu na verdade uma manobra do órgão apadrinhado por Russomano. Seria uma “saída honrosa” para a Simba, que perdeu um enorme público consumidor com o corte dos sinais em São Paulo e no DF.

Como todos sabem, o tal “acordo com os órgãos de defesa do consumidor” não deu em absolutamente nada até o momento.

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