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Ricardo Feltrin

Em acordo com operadoras, Simba tem 1 ano para lançar novos canais pagos

Divulgação
Silvio (SBT), Macedo (Record), Carvalho e Amilcare Dallevo (Rede TV!), sócios da joint-venture Simba Imagem: Divulgação
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

10/09/2017 07h59Atualizada em 10/09/2017 07h59

Terminado após mais de cinco meses o embate com as operadoras, os três sócios da Simba não terão muito tempo para festejar a volta de seus sinais para cerca milhões de assinantes em São Paulo e Distrito Federal.

Pelo contrário. Em vez da festa, Record, SBT e RedeTV! precisam começar a correr e discutir que novos canais pagos oferecerão às operadoras nos próximos meses.

Segundo esta coluna apurou, essa é uma das condições sine qua non no acordo feito entre Simba e as operadoras Net, Claro e Sky, na semana passada: a joint-venture das TVs abertas tem exatamente um ano para apresentar de dois a três novos canais pagos.

Até o fechamento do acordo, a Simba não havia oferecido simplesmente nenhum, embora seus representantes tivessem divulgado --extra-oficialmente-- nos últimos meses que, se quisessem, poderiam lançar “imediatamente” canais “na linha de shows”, de “novelas antigas e recentes” e até um “canal do Chaves”.

Pessoas a par das negociações ouvidas pela coluna garantem que, desses, o canal de novelas é o único viável em curto ou médio prazos.

Os demais não tem sequer a chance de nascer (Chaves),  ou dependem de muitos outros fatores, que envolvem direitos autorais de imagem e de música, e outros direitos conexos (shows). Ou então nem sequer despertam interesse das operadoras.

O que isso significa: que não adianta à Simba juntar um punhado de conteúdo qualquer e levar para Sky, Net e Claro e dizer: “está aqui”. Não. Porque quem vai dar a palavra final se o futuro canal interessa ou não são as operadoras.

MÃO NO BOLSO

Por fim, a Simba precisará ficar ainda mais esperta porque dentro de exatamente 4 anos o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), irá reavaliar a existência da joint-venture.

Em outras palavras, em meados de 2021 o órgão de defesa econômica vai avaliar novamente se a Simba está cumprindo as obrigações e responsabilidades que chamou para si quando recebeu autorização para ser formada.

Em português claro: os três sócios da Silba precisam a partir de agora enfiar a mão no bolso e criar uma nova estrutura de fato, com funcionários, e investir na compra ou produção de conteúdos que sejam de interesse das operadoras ( e também de seus telespectadores).

Seja R$ 18 milhões ou R$ 18 reais por mês (os valores acertados são desconhecidos ainda), o que é certo  é que pelo menos cerca de 30% do que as operadoras passarem a repassar à Simba mensalmente, a partir de agora, deverá se tornar investimento em conteúdo e programação. A joint-venture não pode enfiar o dinheiro em seu caixa e ir embora assobiando.

É um preço até pequeno que Record, SBT e RedeTV! pagarão por ter ignorado TV por assinatura nos últimos 25 anos.

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