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Em alerta: funcionários da Globo SP temem nova onda de demissões

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Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

08/11/2019 00h09

Resumo da notícia

  • Emissora demitiu mais de 100 só ontem no Rio
  • Corte de gastos e pessoal já estava previsto há meses
  • Demissão em SP deve atingir cargos mais elevados

A sede da Globo em São Paulo está em alerta máximo nesta sexta-feira (08) e, segundo a coluna apurou, são fortes os rumores de que será um dia triste para muitos funcionários. Tudo indica que será um dia de muitas demissões.

Ontem houve mais de 100 demissões só no Rio. Elas já haviam sido antecipadas por esta coluna no último dia 12, com informações de sindicalistas.

Na ocasião, porém, após a publicação da matéria, chefes da emissora se reuniram com um grupo de funcionários no Rio, e outro em São Paulo, para negar que fossem ocorrer demissões em larga escala e que elas, se ocorressem, seriam "pontuais".

Fontes na emissora ouvidas pela coluna nesta quinta-feira (07) confirmaram que todos esperam um novo corte hoje em São Paulo, ou no mais tardar na próxima semana.

Só que dessa vez os cortes vão atingir hierarquias mais elevadas na casa.

O enxugamento de pessoal já era previsto e faz parte do processo de readaptação da Globo (e demais TVs abertas) aos novos tempos bicudos e digitais.

A Globo vem fazendo cortes sistemáticos há anos.

Acabou com salários milionários em todas as áreas; está reduzindo o valor dos salários dos novos contratados; e agora determinou que os antigos funcionários troquem o modelo de contrato atual de pessoa jurídica (PJ) pelo de carteira assinada (CLT).

Muitos PJs demitidos (inclusive artistas) têm processado a emissora exigindo direitos trabalhistas não pagos durante os anos de contratação. Então o objetivo da Globo é evitar processos trabalhistas futuros.

Tudo isso vem causando muito medo e insatisfação. Alguns funcionários estão deixando a emissora e outros têm pedido licença para protelar uma decisão.

O temor é que, após serem transformados em funcionários com carteira registrada eles sejam em breve demitidos sem qualquer aviso prévio —o que não pode ocorrer no caso da maioria dos contratos de PJ, pois eles têm validade.

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