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Carioca chama Bolsonaro de Bozo, engana Michele e irrita jornalistas

Humorista Carioca se apresenta em evento na sede da RecordTV, nesta quarta (04) - Manuela Scarpa / Brazil News
Humorista Carioca se apresenta em evento na sede da RecordTV, nesta quarta (04) Imagem: Manuela Scarpa / Brazil News
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

04/03/2020 17h19

Em dia de gravação para sua estreia no "Domingo Espetacular", o humorista Carioca (Márvio Lúcio) teve uma quarta-feira agitada com gravações em Brasília e no Palácio do Planalto.

Para o quadro de humor, Carioca gravou várias esquetes vestido de paródia do presidente Jair Bolsonaro (sem partido-RJ).

Carioca, 44 anos, subiu a rampa com o presidente, gravou uma "entrevista exclusiva" dentro do Palácio, na qual o chamou de "Bozo" e também revoltou os jornalistas ao dar uma "banana" a eles durante a tradicional entrevista coletiva do presidente, em frente à sede do Executivo.

Em outro trecho, segundo esta coluna apurou, Carioca enganou a primeira-dama, Michele, durante uma visita no setor residencial do Palácio.

Imitando a voz de Bolsonaro, ele a chamou pelo nome. Ela atendeu, e só percebeu assustada que não era o marido quando Carioca estava a poucos metros de distância.

Por causa da "banana", Carioca acabou sendo a personalidade "cancelada" do dia em redes sociais. Durante sua "coletiva", vários repórteres deram-lhe as costas.

Ele foi procurado para comentar o assunto, mas ele não se manifestou até a publicação desta coluna.

Márvio Lúcio dos Santos Lourenço, o Carioca, trabalhou por 22 anos no "Pânico", em suas versões na rádio e na TV.

Recentemente estava contratado pela Globo, onde atuou como "repórter" e humorista do "Vídeo Show". Nascido em Niterói, é casado com Paola Machado, com quem tem dois filhos.

Segundo um amigo que o questionou sobre o "cancelamento", ouvido por esta coluna, Carioca disse que não se importava em ser "cancelado".

Afirmou que estava fazendo seu trabalho, que os jornalistas são "seletivos" em suas críticas e que se inspirava no maior humorista brasileiro de todos os tempos: Chico Anysio (1931-2012), que fez uma apresentação particular para o então presidente João Batista Figueiredo em 1979, também no Planalto.

À época Chico se apresentou vestido da personagem Salomé.

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Ricardo Feltrin