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Opinião: TV paga vai acabar? Não, mas no futuro talvez mude de nome

Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

16/06/2020 14h31

No programa do canal do UOL no YouTube esta semana, este colunista faz um exercício de futurologia a respeito do destino da TV por assinatura no Brasil.

Como todos que acompanham a coluna já sabem, nos últimos cinco anos a TV paga no Brasil perdeu cerca de 1 em cada 4 assinantes.

Dos 20 milhões de assinantes que havia no final de 2014, após a Copa do Mundo no Brasil, hoje há pouco mais de 15 milhões.

Por causa dessa queda, muita gente pensa —e tem postado— que isso significa o fim não só da TV paga e de suas operadoras.

"Ledíssimo" engano.

Assistam ao programa e entendam porque é ingênuo pensar algo assim: a TV paga deve se fundir num futuro não muito distante com os serviços de streaming.

É provável que tudo fique concentrado num só formato de mídia.

É bom lembrar que, como esta coluna antecipou com exclusividade na semana passada, o consumo de streaming no Brasil já é maior que o de TV por assinatura.

Além disso operadoras como Net Claro já estão vendendo assinaturas também de serviços como a Netflix.

Por fim, é preciso lembrar que, assim com o 2G, 3G e o 4G atuais, são as OPERADORAS que irão administrar a rede 5G também.

Ou seja, não existe NENHUMA possibilidade de esses conglomerados econômicos serem prejudicados.

É bom lembrar ainda que, mesmo com a crise e sangria de assinantes, as operadoras faturam hoje mais de R$ 25 bilhões por ano no Brasil. Isso porque estão em crise. Imaginem se estivesse tudo bem.

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Ricardo Feltrin