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"Batoré caiu do céu", diz Carlos Alberto sobre reencontro na Praça

Paulo Pacheco

Do UOL, em São Paulo

27/06/2019 04h00

Hoje, A Praça É Nossa terá um reencontro esperado durante quase 15 anos. Batoré e Carlos Alberto de Nóbrega, que superaram as rusgas do passado, selaram a amizade com o retorno do humorista ao programa do SBT. Nos bastidores, os dois colegas quase não conseguiram controlar a emoção.

Assim que recebeu o convite para voltar à Praça, Batoré se preocupou em preparar um texto marcante, o melhor roteiro possível para se apresentar ao público novo e matar a saudade dos fãs antigos, como as senhoras da plateia que o aplaudiram assim que entrou no estúdio.

O líder da Praça tentou fazer mistério sobre quem seria o convidado especial do programa, mas o filho, Marcelo, estragou a ideia do pai. "Vocês vão ter uma surpresa hoje!", disse Carlos Alberto ao auditório. "Pai, eu já apresentei o Batoré", avisou o diretor.

"Batoré caiu do céu, porque eu precisava de um nome forte para o segundo bloco", explica Carlos Alberto de Nóbrega ao UOL. Ele procurou Zé Américo, integrante da Praça e responsável pela reconciliação dos dois, em 2016.

Conversa no camarim

Batoré voltou ao SBT acompanhado do filho caçula, Ivann Mastronardi, que não conhecia Carlos Alberto porque nasceu após a demissão do pai. No camarim, o líder da Praça conversou com o colega sobre os trabalhos na Globo, como a novela Velho Chico e a série Cine Holliúdy, da qual ele aparecerá no capítulo da próxima semana.

"Ele voltou mais maduro", elogia Carlos Alberto, reconhecendo a evolução do colega após passar pela Globo.

Batoré abraça Carlos Alberto de Nóbrega em seu retorno à Praça - Reprodução/YouTube
Batoré abraça Carlos Alberto de Nóbrega em seu retorno à Praça
Imagem: Reprodução/YouTube
No SBT, o humorista se sentiu em casa: reencontrou o amigo Zé Américo, foi reconhecido por funcionários antigos e até reencontrou o cinegrafista Fernando, que estava em suas primeiras aparições na emissora, no Show de Calouros, de Silvio Santos, e no Viva a Noite, de Gugu Liberato.

"Fui recebido pelo Carlos Alberto como se fosse um filho. Foi como se eu tivesse viajado para estudar na universidade e voltei para rever a família. Foi muito satisfatório para mim e para ele, e quem ganha com tudo isso é o público. Passaram-se 15 anos, mas não esqueceram o Batoré", comemora o humorista.

Nervosismo e choro

O filho de Batoré também o ajudou a conter a ansiedade do pai antes de entrar no estúdio. Mesmo com mais de três décadas de carreira, ele sentiu o peso de 15 anos longe do "velho e querido banco". O humorista confessa que quase chorou na gravação.

"Ele estava muito gelado, bem nervoso", entrega o líder da Praça. "Carlos Alberto ficou emocionado. Durante o quadro, segurei umas três vezes para não chorar, porque foi emocionante. Fiquei nervoso, e o que me deixava tranquilo era meu filho. Quando entrei para gravar, percebi que ele estava tremendo. Passei todo o meu nervosismo para ele!", brinca Batoré.

As lágrimas Batoré deixou para derramar em casa, após ser ovacionado pela plateia e abraçado pelo líder da Praça: "Eu tinha que correr para casa para agradecer a Deus e chorar, né? Nada é por acaso. Foi maravilhoso. Só Deus, Carlos Alberto e eu sabemos o que sentimos naquele momento".

Batoré gravou novamente ontem, e em suas redes sociais a torcida é para ele ficar no elenco fixo do humorístico, desejo que Carlos Alberto compartilha: "Eu quero que ele fique, porque encaixa muito bem na Praça".

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