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A Dona do Pedaço


Guizé defende Bianca Bin e Paolla: "Sacanagem colocar mulher contra outra"

Sergio Guizé é o Chiclete de A Dona do Pedaço - Fábio Audi/Divulgação
Sergio Guizé é o Chiclete de A Dona do Pedaço Imagem: Fábio Audi/Divulgação

Carolina Farias

Do UOL, no Rio

13/07/2019 04h00

Um pistoleiro de modos rudes e passado desconhecido, Chiclete (Sergio Guizé) entrou em A Dona do Pedaço quase um mês após a estreia da novela e já é um dos destaques da trama de Walcyr Carrasco ao fazer par com Vivi Guedes (Paolla Oliveira). O personagem recebeu como encomenda matar a influenciadora digital, mas, por uma confusão, pensa que seu alvo é Kim (Monica Iozzi) e, enquanto o imbróglio segue na novela, Chiclete e Vivi curtem um romance proibido em camas de motel.

Para fazer a novela, Guizé deixou a vida em suspenso. Adiou os planos de fazer teatro com a namorada, a atriz Bianca Bin, talvez fique fora da turnê da banda Tio Che, da qual é vocalista e guitarrista há 19 anos, e se mudou temporariamente para o Rio. Com um papel grande, o ator de 39 anos, diz que grava 11 horas por dia, de segunda a sábado.

"O mais difícil é não poder voltar para a casa. Moro em Indaiatuba [interior de São Paulo] em uma chácara. Gosto da tranquilidade. Ensaio, pinto, leio muito, toco, é muito legal", disse o ator em uma entrevista ao UOL. O convite para o papel, afirma, foi feito por Carrasco há um ano, logo depois do fim de O Outro Lado do Paraíso, em que contracenou com Bianca.

"Ele falou que não tinha ainda o personagem e perguntou se eu confiava nele. Eu disse: 'Óbvio que sim', sabia que vinha coisa boa. Walcyr é meu parceiro de outras duas novelas, com personagens incríveis, um diferente do outro. Confio no trabalho dele."

Chiclete (Sergio Guizé) foi contratado para matar Vivi Guedes (Paolla Oliveira) - João Miguel Júnior/Globo
Chiclete (Sergio Guizé) foi contratado para matar Vivi Guedes (Paolla Oliveira)
Imagem: João Miguel Júnior/Globo
A parceria em cena com Paolla também é comemorada pelo ator, que ainda não tinha contracenado com a intérprete de Vivi.

"Eu a conhecia de vista. Fui gravar com ela no primeiro dia e fui muito bem recebido também. Ela ajuda muito porque além de ser muito talentosa e carismática, é generosa. Ninguém faz nada sozinho, mas se eu não conseguisse executar da melhor forma, não adiantaria a parceria que fosse. O que é mais legal nessa parceira, é saber que ela está olhando para mim, está atenta."

A química do casal caiu nas graças do público, que repercute as cenas da dupla nas redes sociais.

Até enquete os fãs fizeram para mostrar que Vivi deve preferir Chiclete e deixar o noivo Camilo (Lee Taylor).

Guizé fica sabendo do sucesso dos personagens entre os telespectadores na rua. O ator é avesso a redes sociais. O único perfil que possui é do Instagram, que é mantido por uma equipe.

"Nunca tive Facebook, não dou Google no meu nome. Mas já senti essa coisa do personagem porque onde passo ouço parabéns. Estão elogiando bastante. Gosto de fazer personagem, não eu ficar no foco da coisa. Quem estiver com maldade de ficar falando, não perca seu tempo porque não passo por isso. A mim só chega coisa boa."

Sergio Guizé foi o protagonista Candinho de Êta Mundo Bom!, também de Walcyr Carrasco - João Cotta/Globo
Sergio Guizé foi o protagonista Candinho de Êta Mundo Bom!, também de Walcyr Carrasco
Imagem: João Cotta/Globo
Ataques a Bianca: "São idiotas"

Se Guizé não interage nas redes sociais, Bianca Bin não fica quieta diante de comentários sobre o trabalho do namorado. Na semana passada ela rebateu uma seguidora que disse para a atriz tomar cuidado com Paolla, atitude que foi apoiada pelo ator.

"Ela está certíssima. Poxa, é muita sacanagem colocar uma mulher contra a outra. Estoura sempre do lado da mulher. Por que vai falar mal da Paolla que está fazendo o trabalho dela tão bacana, com tanto profissionalismo? São idiotas. É uma bobagem, mas depois disso as pessoas acabam pensando mais sobre", acredita Guizé, que afirma que ele e a namorada não sentem necessidade de se proteger desses comentários.

"A gente não liga muito porque a proteção vem de outro lugar. Enquanto tem uns que falam algo, têm milhões que falam coisas boas para a gente. Falta respeito, educação. O pior é mulher com mulher. Geralmente é aquela mulher que está com foto [no perfil] de 'Cristo acima de tudo'."

Não é a primeira vez que Guizé, mesmo de fora, testemunha ataques de haters à namorada. Ele conta que Bianca já foi ofendida nas redes sociais só por ser artista.

"Tenho muito orgulho dela. É um ser humano iluminado. Geralmente são pessoas religiosas e a chamam de puta. É porque não têm a oportunidade de conhecê-la. É uma pessoa viajada, profissional, está fazendo a peça dela em São Paulo... Vou lutar sempre para que ela continue feliz, com os projetos dela", derrete-se.

Gael (Sérgio Guizé) e Clara (Bianca Bin) foram protagonistas de O Outro Lado do Paraíso - Divulgação/TV Globo
Gael (Sérgio Guizé) e Clara (Bianca Bin) foram protagonistas de O Outro Lado do Paraíso
Imagem: Divulgação/TV Globo
Junto com Bianca, o ator tem um projeto de encenar a peça O Homem que matou Liberty Valece no teatro no ano que vem. Trabalhar junto não é novidade para o casal, que começou a se relacionar durante as gravações de O Outro Lado do Paraíso, em 2018.

"Estou ansioso para trabalhar com ela de novo. É uma grande parceira, generosa, talentosa, gente fina, vai ser maravilhoso. Já fizemos a leitura. Era para estrear antes dessa novela, não deu tempo."

O intérprete de Chiclete também estará nas telas do cinema neste ano. Ele estrela Terapia do Medo, com direção e roteiro de Roberto Moreira, ao lado de Cleo Pires, ainda sem data definida.

"Tomara que a gente consiga continuar fazendo cinema nacional porque está difícil. Está mais fácil fazer filme fora que aqui. Estão tentando marginalizar os artistas, o cinema, a TV, o que é um absurdo. Somos conhecidos por nossa cultura no mundo."