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Absolvido, cunhado de Hickmann desabafa: "Absurdo me chamarem de assassino"

Gustavo Corrêa, cunhado de Ana Hickmann - Reprodução/TV Record
Gustavo Corrêa, cunhado de Ana Hickmann Imagem: Reprodução/TV Record

Guilherme Machado

Do UOL, em São Paulo

10/09/2019 17h12

Gustavo Corrêa respirou aliviado na tarde de hoje, depois de saber que a 5º Câmara do TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) manteve a decisão de primeira instância que o considerou inocente da acusação de homicídio pela morte de Rodrigo Augusto de Pádua. Corrêa matou Págua depois que ele invadiu um hotel na região sul de Belo Horizonte e fez ele, a mulher e a apresentadora Ana Hickmann como reféns. Em entrevista ao UOL, ele diz que, agora, quer só seguir com sua vida.

"Quero relaxar e viver um dia de cada vez", afirma ele, acrescentando que todo o processo teve um efeito bastante negativo em sua rotina.

"É muito desgastante. Digo mais pelos meus pais, que estão com quase 80 anos e tiveram que ver o filho sendo chamado de assassino. Foi um absurdo. Não procurei estar nessa situação. Fomos alvos de um psicopata, de um louco completo. Fico feliz que tudo tenha acabado."

Em 2017, Corrêa foi absolvido pela juíza Âmalin Aziz Sant'Ana, titular do 2º Tribunal do Júri da capital mineira, que considerou que o réu agiu em legítima defesa. Mas, em abril de 2018, o promotor do Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, Francisco de Assis Santiago, recorreu da decisão que inocentou o cunhado de Ana Hickmann.

Agora, ainda cabe recurso para os tribunais superiores, mas o advogado de Corrêa não acredita que isso ocorrerá.

"Eu acho que essa posição [do homicídio] era isolada no Ministério Público. Agora, esse recurso teria que ser feito por procuradores do Tribunal de Justiça. Muitos procuradores e promotores me ligaram para se solidarizar com o caso, comungam com a opinião de que Gustavo agiu em plena e cristalina legítima defesa."

O advogado também celebra a decisão do TJ-MG e elogia a decisão. "É um sentimento de que a Justiça tarda, mas não falha. A família sofreu com esse processo por mais de três anos e, hoje, vira uma página. Uma vítima se viu, processualmente, na figura de réu. Ele correu o risco de ir à júri por homicídio doloso por ter defendido a sua vida, da sua esposa e da sua cunhada. É uma mistura de felicidade, alívio e fé na Justiça", diz ele.

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