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Justus, sobre coronavírus: '12 mil mortes para 7 bi é pouco para histeria'

Colaboração para o UOL

23/03/2020 16h17

Roberto Justus teve, ontem, um áudio de conversa com Marcos Mion vazado na internet. Nele, o empresário dá uma "dura" no apresentador, depois de Mion compartilhar, em um grupo de Whatsapp de que ambos fazem parte, o vídeo de um biólogo que dizia que o número de mortes em razão do coronavírus poderia chegar a 1 milhão no Brasil. Justus refutou a projeção e falou em "histeria desproporcional". Hoje, ele foi ao jornalístico "Aqui na Band", ao vivo, para reiterar sua posição.

Questionado por Luís Ernesto Lacombe, Justus argumentou: "O coronavírus é um vírus importante, que chacoalhou o planeta, mas eu sou um homem de números e estatísticas. Se você olhar que hoje, temos 300 mil casos no mundo com 15 mil mortes, eu falei no áudio que foi vazado, e naquele dia eram 2 mil mortos, que 12 mil mortos não é muita coisa".

Sobre a repercussão negativa do áudio, Justus explicou:"As pessoas me acusaram de debochar dos mortos. Doze mil é muito. Uma morte é muito, qualquer morte é muito. Agora, 12 mil mortes em sete bilhões de habitantes é muito pouco para criar essa histeria coletiva que foi criada no mundo. No Brasil, são 25 mortes lamentáveis, mas também é muito pouco para 210 milhões de habitantes".

"Tem que tomar cuidado com esse vírus, sem dúvida. Agora, o lockdown [fechamento] total do planeta vai causar uma catástrofe econômica. Quem vai sofrer com essa catástrofe são os mais pobres", argumentou.

"O que eu disse é que 90% das pessoas que serão atingidas por esse vírus não vai ter nada. Vai ter sintomas de uma leve gripe. Por que estamos isolando o planeta inteiro, tentando resolver um problema e criando um muito maior".

"Tiro de canhão para matar pássaro"

Justus também usou a conta oficial no Instagram para explicar mais uma vez sua versão. O empresário diz que se preocupa com a saúde das pessoas e com os riscos do coronavírus, mas acredita que as medidas drásticas são um "tiro de canhão para matar um pássaro".

"No Brasil, temos poucos casos ainda. Infelizmente temos 25 mortos, mas para 210 milhões de habitantes é um número muito baixo. Estamos dando um tiro de canhão para matar um pássaro, estamos exagerando na dose. Eu nunca disse que não tem que tomar cuidado, mas se analisar, estamos parando a economia brasileira, estamos destruindo o que estávamos recuperando. Estamos vindo de anos de quedas do PIB e vamos conseguir destruir. O que acontece com isso? Um problema social sem precedentes. Aí sim as pessoas vão morrer. Você sabe que muita gente se mata por problemas econômicos. A tristeza de uma pessoa não poder alimentar seus filhos", disse.

Justus afirma ter o intuito de minimizar o que ele chama de histeria. Segundo ele, é preciso isolar os idosos e pessoas com problemas de saúde e liberar o resto da população saudável para as demais atividades.

"Eu estou tentando minimizar essa histeria, esse pânico quando o Mion e outras pessoas fazem esses vídeos, com a melhor das intenções, são gente boníssima, mas não estão tão bem informados sobre dados. Não se assustem tanto. Agora, o que eu digo, é não ter aglomerações, eliminar jogos de futebol, festas, shows. Não vamos colocar gente junta. Vamos isolar nossos idosos e as pessoas com problemas de saúde. Vamos liberar o resto. O saudável, quando pega, é uma gripe. Não é tão grave para quem é saudável e ele vai criar anticorpos. Eu conversava com o presidente de uma grande empresa da área médica e os casos tratados com esse remédio da malária estão dando muito certo", alegou.

"Se nós fecharmos a economia por apenas 20 dias, no máximo 30, ok. Cortamos o contato e voltamos. As crianças têm que voltar para a escola, as pessoas têm que voltar ao trabalho, a economia tem que rodar, senão o drama vai ser infinitamente maior. É só olhar número, pensar um pouco que vocês vão concordar comigo", continuou.

Família defende Justus

A esposa do empresário, Ana Paula Siebert, também resolveu se manifestar.

Através dos Stories de seu Instagram, a modelo - que está grávida de sua primeira filha com lado do marido - fez um longo desabafo sobre a polêmica. "Estou aqui para responder coletivamente sobre um assunto. Desde ontem tenho recebido muitas mensagens sobre o áudio do meu marido, que vazou de um áudio super pequeno de amigos, ele dando a opinião dele e discutindo um assunto com Marcos Mion", começou ela.

"Muitos elogios eu recebi por direct em relação ao áudio, muitas críticas também, pessoas felizes e pessoas revoltadas. O que é natural quando alguém expõe uma opinião, que não era pra ter sido exposta, mas foi... a gente nunca é obrigado a concordar com o que alguém fala. Eu acho muito bom pra quem tem o pensamento divergente escutar opiniões contrárias. Dá uma clareada na mente da gente", relatou.

Ela continuou: "Às vezes a gente também tem que escutar o outro lado, isso é muito importante. A única coisa que acho que não justifica nunca é, quando você não concorda com alguém, é xingar, falar palavrão e ser ignorante. Isso é muito feio! O mundo tá muito cheio de rancor e de ódio pra gente jogar mais ainda. Temos que respeitar a opinião do outro e discutir de uma forma saudável... Decente, nunca com agressividade", ressaltou.

A filha do empresário, Fabiana Justus, chegou a rebater seguidores que deixaram comentários a respeito do áudio vazado.

Em sua última postagem no Instagram, "Avisa para o 'papito' que ele está no grupo de risco e não está imune ao covid-19, tá linda? O vírus não escolhe classe social (sei que você não tem nada com isso, mas foi revoltante ouvir aquele áudio)". A youtuber rebateu na hora: "Se você sabe que não tenho nada a ver, qual é o intuito desse comentário?", indagou.

Outro internauta também comentou. "Ouvi o áudio do seu pai para o Mion. Ele está desesperado pela ideia de perder a mão de obra que mantém a riqueza dele, né?", questionou. Fabiana resolveu respondê-lo. "Só quero saber o seguinte: eu falei alguma coisa? Você ouviu algum áudio meu?", escreveu.

Reação nas redes

Desde ontem, o perfil oficial de Justus no Twitter - sem postagens desde 2018 - tem sido atacado por usuários das redes sociais. Muitos criticaram a visão do empresário sobre a pandemia de covid -19.

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