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Huck diz não saber se será candidato e fala em ajudar 'por país mais legal'

Reprodução/TV Globo
Imagem: Reprodução/TV Globo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

22/04/2020 19h18

Cotado por algumas pessoas como possível candidato à presidência da República nas eleições de 2022, o apresentador Luciano Huck tentou escapar do assunto em entrevista concedida hoje ao "Pânico", da Rádio Jovem Pan. Ao ser questionado sobre a possibilidade de concorrer ao Palácio do Planalto, ele desconversou, mas não evitou de emitir sua opinião sobre assuntos políticos e sua contribuição acerca de questões que envolvem o combate ao coronavírus.

"Qualquer assunto que a gente trouxer de política para a mídia pode gerar casca de banana e tirar o assunto da nossa prioridade absoluta como cidadão, que é tudo isso que a gente está vivendo [a pandemia], é sobrar uma brasa desnecessária que não agrega em nada para resolver os problemas que a gente está vivendo [...] Nem eu sei a resposta [se vai se candidatar]. Mas me propus a ser um cidadão cada vez mais ativo", disse ele.

"Não vou ficar protegido nos muros de casa. Estou a fim de contribuir como eu posso para fazer um país mais legal. Obviamente que isso me expõe, estou apanhando nas redes sociais, quem pensa diferente acha que tem que atacar, mas minha ideia é colaborar", contou.

Sobre a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, Huck exaltou a solidariedade e o altruísmo de pessoas que, em meio à crise econômica e sanitária, conseguiram arrumar maneiras de ajudar ao próximo.

"Olha o que aconteceu com solidariedade do Brasil em quatro semanas. As pessoas entenderam que o governo não ia dar conta e as pessoas iam passar fome, e a sociedade civil se organizou como nunca, a gente conseguiu doar bilhões de reais em algumas semanas e fazer chegar na ponta, virar cesta básica, respirador, máscara, jaleco. A gente tem força e não pode se acomodar. Quando a sociedade civil brasileira quer se organizar, ela tem essa força. E eu quero fazer parte dessa força, como cidadão ativo, não como político", explicou.

O apresentador disse também que espera que o cenário atual de combate ao coronavírus traga algo de positivo para a sociedade, como um maior entendimento entre pessoas que pensam de maneira diferente e a redução da polarização ideológica.

"O mundo vinha em um discurso muito sectário, polarizado, de quem pensa diferente é inimigo. [...] Isso gerou lideranças autoritárias, sectárias, populistas e que foram negacionistas nesse momento de pandemia. E eu adoraria achar que uma das consequências disso tudo que a gente está vivendo é a gente sair disso mais unido, com algo de esperança, de diálogo, que a gente tem de ter a humildade de reconhecer que não tem resposta para tudo e precisa ouvir quem tem respostas", concluiu.