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Heitor Martinez fala sobre experiência com covid: 'Forte e assustadora'

Heitor Martinez - Paula Martinez Mello/Assessoria
Heitor Martinez Imagem: Paula Martinez Mello/Assessoria

Colaboração para o UOL, em São Paulo

04/05/2021 09h18Atualizada em 04/05/2021 14h06

Heitor Martinez, que ficou 13 dias internado na UTI da Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro, depois de complicações da covid-19, segue se recuperando em casa após alta hospitalar.

Apesar de não ter sido entubado, o ator de 52 anos diz ter passado por momentos difíceis durante o tratamento.

"Foram dias de muita tensão e incertezas, principalmente a primeira semana. O medo e a confiança estavam sempre presentes. E, a cada exame de sangue e a cada visita dos médicos, a confiança foi vencendo", explicou à Quem.

Heitor usou a respiração e meditação como métodos para se manter calmo:

"Meu mantra era o foco na respiração. Imaginava cada parte do meu corpo recebendo o oxigênio necessário e, principalmente, confiava nos médicos que sempre foram claros nos procedimentos tomados para a minha recuperação".

"Minha internação foi na hora certa, pois meu nível de oxigenação estava caindo perigosamente. Só soube da possibilidade da intubação no nono dia [de internação], quando meu quadro já estava evoluindo para a alta hospitalar e os médicos me revelaram que por pouco não fui intubado. Fiquei bem chocado, mas aliviado. Usei quatro tipos de ventilação não invasiva e minha adaptação rápida evitou o pior", relembrou.

Martinez teve alta hospitalar no dia 16 de abril e desde então, o ator tem feito fisioterapia motora e pulmonar todos os dias, em casa, para não ficar com sequelas:

"Já entendi que os exercícios de respiração serão meus parceiros pelo resto da vida. Ainda me sinto cansado após lavar a louça ou ficar em pé por muito tempo. O corpo simplesmente desliga e tenho que me deitar. Já estou diminuindo a dosagem dos remédios e a alimentação e o sono estão bem".

Sem dúvidas, para Heitor, contrair a doença foi uma das experiências mais assustadoras de sua vida:

"Foi uma experiência muito forte e assustadora. Nos primeiros dias em casa, eu sentia uma felicidade e satisfação nas menores coisas: abrir os olhos de manhã, sentir o cheiro do café, abraçar minha companheira, deitar, pegar sol na janela. Minha relação com os profissionais da Clínica São Vicente me mostrou que a vida é o encontro, é a relação, nós somos o que fazemos com esse encontro, por nós e pelos outros".

"Sou eternamente grato a essas pessoas e desejo que esse carinho e atenção com que fui atendido seja a base das relações humanas. Agradeço demais também a corrente de amigos que me enviaram força e energia que me alimentaram dia a dia. E agradeço à minha família que me deu total tranquilidade, apoio e confiança para lutar e vencer. A vida é urgente", finalizou Heitor.

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