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Andréia Sadi critica ataque de Bolsonaro à Globo e à CNN: 'Inaceitável'

Andréia Sadi criticou ataques de Bolsonaro à imprensa - Reprodução/Instagram
Andréia Sadi criticou ataques de Bolsonaro à imprensa Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para o UOL, em Alagoas

21/06/2021 17h09

A jornalista Andréia Sadi manifestou solidariedade à repórter Laurene Santos, da TV Vanguarda, afiliada da TV Globo no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), responder de forma grosseira ao questionamento da profissional sobre o porquê de o político não fazer uso da máscara de proteção contra a covid-19 ao chegar na cidade de Guaratinguetá hoje.

Aparentemente irritado, Jair Bolsonaro mandou Laurene Santos calar a boca. Em seu perfil no Twitter, Sadi disse que ataques do tipo à imprensa são "inaceitáveis" e parafraseou o ditado "cala a boca já morreu".

Sadi também estendeu sua solidariedade aos profissionais de comunicação da CNN Brasil que foram igualmente criticados pelo chefe do Executivo Federal.

"Inacreditável e inaceitável mais um ataque do presidente Bolsonaro à imprensa. Minha solidariedade aos colegas que foram alvos hoje. Ataque a um colega é ataque à liberdade de imprensa, à democracia. Nunca é demais - e cada vez mais necessário - lembrar o óbvio: 'cala boca já morreu'", escreveu Andréia Sadi.

Bolsonaro ataca Globo e CNN

Durante uma coletiva de imprensa em Guaratinguetá, Jair Bolsonaro se irritou com questão sobre o não uso de máscara, mandou a jornalista 'calar a boca', e fez ataques à Globo e à CNN Brasil.

"Para de tocar no assunto. Você quer botar... Me botem. Vai botar agora? Estou sem máscara em Guaratinguetá. Está feliz agora? Você está feliz agora? Essa Globo é uma m... de imprensa! Vocês são uma porcaria de imprensa! Cala a boca!", reagiu Bolsonaro contra a repórter Laurene Santos. Ainda, o presidente disse que o jornalismo da Globo é "canalha" e que a emissora "não presta".

O presidente também fez críticas à CNN Brasil por supostamente "elogiar" as manifestações contra o governo ocorridas no último fim de semana, em diversas cidades do país. "Jogaram fogos de artifício em cima de vocês e vocês elogiaram ainda", afirmou, em referência ao caso do repórter Pedro Duran, alvo de agressões durante ato bolsonarista no Rio de Janeiro, em 23 de maio.

Bolsonaro estava de máscara no início da entrevista, mas retirou a proteção após a pergunta, ignorando o decreto do governo de São Paulo que obriga o uso de máscara em locais públicos, sejam eles a céu aberto ou fechados.