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Cantora Naiara Azevedo 'simula' agressão após caso de DJ Ivis

Naiara Azevedo simula agressão - Reprodução/Instagram
Naiara Azevedo simula agressão Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para o UOL, em São Paulo

13/07/2021 08h21

A cantora Naiara Azevedo, de 31 anos, "simulou" machucados no rosto de agressão após a repercussão do caso DJ Ivis, que agrediu a esposa, Pamella Holanda, e teve as imagens do espancamento divulgadas na televisão e na internet.

Em seu Instagram oficial, a sertaneja explicou que a foto é fictícia, porém, é a realidade de muitas mulheres no Brasil e no mundo:

"Essa foto é 'fictícia', mas infelizmente é a realidade de muitas mulheres no Brasil e no mundo. Se você, mulher, sofre algum tipo de agressão verbal, financeira, física, moral ou de qualquer outro tipo, desejo que você encontre forças e coragem pra DENUNCIAR!", legendou ela na imagem.

Nos comentários, uns, apoiaram Naiara e outros, disseram que ela só quis chamar a atenção:

"Parabéns pela iniciativa", disse uma internauta;

"Que orgulho eu tenho da artista que você é", elogiou outra;

"Quer biscoito", alfinetou uma terceira.

Em caso de violência, denuncie

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — Central de Atendimento à Mulher — e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e através da página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.

Não existe fama, status, dinheiro, posição social, contato ou influência que permita ele de ficar impune. Eu me calei por muito tempo. Eu sofria sozinha com minha filha, sem apoio até dos que diziam estar ali para ajudar, que eram coniventes e presenciaram tudo calados, sem interferir, com a desculpa de que eu tinha que aguentar calada.

Os trechos divulgados por Pamella foram feitos, segundo ela, na residência do casal, em datas diferentes. O UOL assistiu aos vídeos, mas por conta do teor violento não iremos compartilhá-los. Em certo momento, Ivis agride a mulher com ela próxima ou até mesmo segurando a filha Mel, de nove meses.

Em seu perfil no Instagram, que já contabiliza mais de 1,6 milhão de seguidores, Pamella ainda afirma que muitas pessoas alegaram que esse era o "temperamento" de DJ Ivis e que se ela quisesse conviver com ele, teria que se sujeitar e ser submissa. "Não se calem. Não se calem jamais. Eu não vou me calar", pontuou.

Em outro post, publicado nos Stories, ela declara: "Por mim e por você, minha filha. Que sentia junto comigo, antes de nascer, a angústia e o medo. Estamos salvas". Em um novo trecho, ela manda um recado para o artista: "E você nunca foi um cara de família, até porque você não sabe o que é ser uma."

No último dia 3 de julho, Pamela foi à polícia e fez um boletim de ocorrência por agressão contra Ivis. No dia seguinte, o MP (Ministério Público) solicitou uma medida protetiva para a mulher e a filha, o que foi concedido pelo TJ-CE (Tribunal de Justiça do Ceará). A Polícia Civil do Ceará disse que investiga o caso, mas que só teve acesso aos vídeos ontem (11). O UOL tentou contato com Pamela e Ivis, mas ainda não obteve retorno.