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Luisa Mell diz não ter superado episódio de violência médica: 'Bem difícil'

Luisa Mell será tema de série documental em breve - Reprodução/Instagram
Luisa Mell será tema de série documental em breve Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para o UOL, em São Paulo

16/08/2021 09h08Atualizada em 16/08/2021 09h09

Luisa Mell descobriu recentemente que sofreu um episódio de violência médica: ela passou por uma lipoaspiração não autorizada nas axilas. A apresentadora e ativista da causa animal ficou desconcertada com a situação e disse em entrevista que não sabe ainda se levará o caso para os tribunais.

"Ainda estou pensando. Quando tornei público o assunto, estava tão alucinada que nem tinha me dado conta de que estava com 47 quilos. Foi muito importante falar, porque não falar era uma outra violência. Mesmo assim, está longe de estar superado, estou fazendo terapia e estou medicada, mas é bem difícil. Umas das piores coisas que me aconteceram", disse em entrevista para Patrícia Kogut, de "O Globo".

Eu nunca achei que isso fosse possível, é algo que nem passa pela sua cabeça. Não acreditei, demorei muito tempo para conseguir lidar com isso. Me pergunto por que mereci uma coisa tão ruim. Tento pensar que é para conseguir ajudar alguém falando disso. Muita gente me procurou dizendo que sofreu com isso, até a Xuxa me respondeu. Foi importante, porque muito gente nem sabia que isso existia.

Luisa disse desejar que seu caso tenha alertado outras pessoas. "Espero que assim eu tenha evitado que outras pessoas passem por isso, porque é devastador. Eu só não morri porque tenho um filho, mas o lugar para onde fui era muito sombrio. É o seu corpo, sabe? Espero de verdade que essa exposição toda, essa tristeza toda, sirva para que ninguém mais passe por isso. Muita gente poderia não aguentar".

Recentemente, ela anunciou a sua separação de Gilberto Zaborowsky e a mudança para uma casa nova ao lado do filho do casal, Enzo. "Estamos bem, tirando coisa de caixa ainda. A gente revive muita coisa quando faz mudança. Achei papéis da época da RedeTV!. Bom que vão servir para a série. Vamos nos adaptando. Mudamos tem só um mês, os móveis não chegaram. Mas por um lado é bom. A sala vira uma pista de dança; os cachorros correm; meu filho joga bolinha de gude pela casa toda. Nos divertimos", relatou a ativista, citando a série documental focada em sua vida que está sendo produzida e dirigida por Bianca Lenti.

A respeito disso, ela se mostrou animada. "Estamos na fase de desenvolver o piloto e vender para os "players" (plataformas de conteúdo). Gostei muito da proposta, me identifiquei. Tem tudo para ser incrível e realmente é o que eu quero falar para as pessoas e acrescentar para o público".

Será algo diferente de tudo o que já fiz, porque vai abordar minha vida pessoal também. Como a minha luta foi me impactando nessa esfera também. E a minha paixão pelos bichos, claro, os que marcaram mais a minha vida. Quando eu comecei, há 20 anos, o mundo era outro. Eu era a louca dos bichos, que chamava polícia para falar de maus-tratos. Hoje, todo mundo faz isso, virou normal, muitas se importam com os animais, somos um exército.

Segundo ela, houve momentos de tensão em sua trajetória. "Vivi momentos horríveis por causa dessa luta, mas alcancei muita coisa. Apesar disso, ainda tem muito para ser modificado. Mais do que nunca, no mundo inteiro, está se falando de meio ambiente. Espero que a série possa inspirar as pessoas para que ajudem o mundo. Quem vai na frente leva flechada. Foi o que aconteceu comigo. Mas valeu a pena".

Luisa se disse preparada para as fortes emoções que poderá enfrentar na produção da série. "Quando escrevi meu livro, fiquei muito mal. Brinco que eu escrevia e ia para o banheiro, porque tenho síndrome do intestino irritável. Mexeu muito comigo. Chorei bastante em alguns momento. Foi uma espécie de terapia, só que sozinha", relembrou.

"Mas foi bacana, porque você percebe que alguns momentos horríveis que viveu foram determinantes para a pessoa que você é. É muito difícil, mas também libertador. Estou passando por um momento muito difícil. No trabalho, por causa da pandemia e de perseguições que sofro, e na vida pessoal. Quando escrevi, entendi que tudo tem um sentido. Espero passar por isso de novo. Obviamente, sei que é outra linguagem. Contar no audiovisual, sendo filmada, talvez seja ainda mais forte. Mas estou sempre pronta", declarou na sequência.

Seu trabalho como ativista da causa animal também rendeu muitos inimigos, que ela promete destrinchar no documentário: "Recebo muitas ameaças desde sempre. Acontece até hoje. Piorou quando comecei a bater de frente com os criadores. São coisas muito pesadas: ameaças, mentiras, histórias inventadas", frisou.