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Ana Maria usa expressão racista ao vivo: 'Inveja boa, inveja branca'

Ana Maria Braga no programa "Mais Você" - Reprodução/TV Globo
Ana Maria Braga no programa "Mais Você" Imagem: Reprodução/TV Globo

Do UOL, em São Paulo

22/09/2021 10h17Atualizada em 22/09/2021 10h23

A apresentadora Ana Maria Braga voltou a usar uma expressão racista durante o programa "Mais Você". Ao mostrar uma plantação de girassol em Cerquilho, no interior de São Paulo, Ana Maria disse sentir uma "inveja branca" do repórter.

O jornalista Fabrício Battaglini mostrava a plantação ao vivo do local, o que motivou a apresentadora falar do que estava sentindo.

Tem alguns momentos, não quando vocês passam perrengues, eu fui repórter de rua durante muito tempo e morro de inveja, inveja boa, inveja branca de estar aí onde está. Você aí e eu aqui hoje, que lindas. Ana Maria Braga

O termo é considerado racista por associar a ideia de algo positivo com o branco a uma coisa boa. Ou seja, se a inveja é algo ruim, ao ser branca ela é suavizada. Ao mesmo tempo, a expressão acaba reforçando a associação do preto com comportamentos ou atitudes negativas — o que reforça esteriótipos racistas em um país historicamente repressivo contra a população negra.

Vale lembrar que há a branquitude, um termo que fala da naturalização do branco como padrão, que passa a tratar os outros como "não-brancos" e que tira privilégios por isso.

Ana Maria Braga - Reprodução/TV Globo - Reprodução/TV Globo
Fabrício Battaglini foi a Cerquilho (SP) mostrar girassol para Ana Maria Braga
Imagem: Reprodução/TV Globo

A expressão já foi usada no "BBB 21" por Viih Tube e repudiada por seguidores.

Em março, Ana Maria Braga, que é branca, já se retratou por usar a falsa ideia de "racismo reverso" ao citar o "BBB 21" e romantizar a miscigenação no Brasil, deixando de lado as relações de violência contra negros e indígenas.

Um dia depois, Ana Maria usou seu programa para pedir desculpas e chamou uma ativista negra para explicar o porquê o racismo reverso não existe: ele é uma relação de poder e quem foi escravizado por mais de 300 anos no Brasil foram os negros sequestrados de África, e não a população branca, que tem privilégios e maior acesso na sociedade.

Nas redes sociais, fãs da apresentadora criticaram o uso da expressão ainda estar presente no vocabulário da apresentadora.