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Ricardo Feltrin

Em vez de R$ 15, operadoras podem pagar à Simba R$ 1 por assinante de TV

Divulgação
Silvio Santos (SBT), Edir Macedo (Record); Marcelo Carvalho e Amilcare Dallevo, da Rede TV!, que formam a Simba Imagem: Divulgação
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

02/07/2017 07h11Atualizada em 03/07/2017 12h19

Três meses após saírem do ar nas principais operadoras no DF e em São Paulo, as negociações entre a Simba e as operadoras caminham para um desfecho positivo nos próximos dias.

O site Notícias da TV já havia antecipado em 22 de junho que a negociação da Simba com as operadoras caminhava para ser um negócio de centavos.

Ainda é cedo para afirmar se e quando Record, SBT e RedeTV! realmente retornarão ao line-up de Net, Claro e Sky, mas já não é mais um sonho distante --como há um mês, por exemplo.

Como sabem, esses três canais saíram do ar porque as operadoras não aceitavam remunerá-las por seus sinais digitais abertos, que sempre foram gratuitos durante a era analógica (encerrada dia 29 de março em SP).

Um dos motivos para o acordo ter avançado nos últimos dias não se deve ao “fake news” da semana passada comandado pelo Inadec --Instituto Nacional de Defesa do Consumidor, criado por  Celso Russomano--, e sim porque a joint-venture baixou bastante suas pretensões de remuneração.

Para quem chegou à mesa de negociações em março pedindo R$ 3,5 bilhões anuais, a Simba deverá se dar por satisfeita se passar a receber R$ 200 milhões a partir de 2018.

Isso representaria cerca de R$ 1,00 por assinante no Brasil (cerca de 18 milhões), e para ser dividido entre as três emissoras abertas da forma que acharem melhor.

É uma drástica “redução” de expectativa, para dizer o mínimo.

Na verdade, uma redução de mais de 90% por parte da joint-venture, nascida no ano passado com o objetivo de defender os interesses das três TVs abertas junto ao governo e ao mercado.

Na semana passada, conforme o colunista Maurício Stycer informou, a Simba anunciou unilateralmente um “acordo” com órgãos de defesa do consumidor.

Nele, informava que  “generosamente” “aceitava” retornar à TV por assinatura na Grande São Paulo e no Distrito Federal --enquanto as negociações continuariam.

O anúncio do “acordo” causou espanto principalmente aos executivos das operadoras e à ABTA (Associação Brasileira de TVs por Assinatura), já que nenhum deles foi informado de nenhuma negociação,  tampouco convidado a participar.

Na verdade, segundo fontes do mercado, tudo não passou de uma manobra comandada por Russomanno (deputado e apresentador da Record) para tentar achar uma saída honrosa para a arapuca corporativa na qual a Simba se meteu desde o início das negociações.

Em outras palavras, os canais da Simba não estão “aceitando” retornar à TV por assinatura.

Na verdade o que estão fazendo é pedindo para voltar ao line-up, haja vista a perda de audiência e de público com maior poder aquisitivo que ocorreu depois do corte dos sinais em 29 de março em SP.

No último dia 21, quando o sinal analógico foi cortado em Goiânia, a Simba se antecipou em não cometer o mesmo erro, e autorizou por escrito que as operadoras mantivessem o sinal ao menos até dezembro, enquanto as negociações continuam.

Vale dizer que o impasse causado pela Simba tem origem no fato de que  nenhuma das três TVs que a compõem dedicaram um centavo à TV por assinatura nos últimos 25 anos --ao contrário de Globo e Band.

Aguardemos o próximo capítulo dessa enfadonha novela corporativa.

Leia também:

Simba contrata ex-presidente da Sky para retomar negociação com operadoras

Sem conseguir acordo, emissoras da Simba recuam e aceitam voltar à TV paga

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