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Paula é indiciada pela Polícia Civil por intolerância religiosa

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Paula evitou falar sobre a acusação de declarações racistas: "Eu falo demais e com certeza esse é um dos meus maiores defeitos" Imagem: Reprodução/GlobosatPlay

Ana Cora Lima e Marcela Ribeiro

Do UOL, no Rio

2019-04-18T20:26:16

18/04/2019 20h26

Depois de ouvir nas últimas semanas os envolvidos no caso de intolerância religiosa que aconteceu no "Big Brother Brasil 19", a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI) concluiu hoje que houve preconceito por parte de Paula von Sperling contra Rodrigo França e, por isso, a campeã do reality show da Globo será indiciada.

Segundo o delegado Gilbert Stivanello, na próxima quarta-feira, 24, o Inquérito Policial será enviado à Justiça que irá avaliar o caso.

"O Ministério Público agora vai pegar o relatório conclusivo, analisar todas as provas coletadas e aí o promotor irá decidir. Se ele discordar e entender que não foi crime, ele pode representar pelo arquivamento. Se achar que precisa de novas diligências, retorna à delegacia para novas diligências. Se ele concordar que tem um crime, ele denuncia. Havendo a denúncia, teremos um processo crime em andamento", disse Stivanello.

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Assim que deixou a casa do "BBB19", Rodrigo decidiu denunciar Paula por racismo: "Não posso me calar" Imagem: Reprodução/GloboPlay
A pena para o crime de injúria por preconceito varia de um a três anos de reclusão e multa. "Há outros institutos processuais alternativos aplicáveis que podem evitar a imposição de pena de prisão (reclusão). Nessa parte a resposta ficará com o Judiciário", esclareceu anteriormente o delegado.

"Após a oitiva dos envolvidos, análise de vídeo e demais diligências realizadas, concluiu-se pela ocorrência de injúria por preconceito (art. 140 §3º do Código Penal), que acarretou o indiciamento de Paula von Sperling Viana. A Polícia Civil se pauta pelo respeito à liberdade de expressão, mas destaca que, por meio desta, não se pode violar a dignidade da pessoa humana, repudiando todo e qualquer ato ofensivo à religião, etnia, orientação sexual, procedência geográfica, etc do próximo", diz a nota.

A vencedora do "BBB 19" prestou depoimento na tarde de segunda, 15. Ela chegou à delegacia acompanhada da irmã e sua advogada, Mônica, por volta das 16h e seu depoimento durou mais de duas horas. Paula deixou o local sem dar entrevistas e com o rosto coberto, além de cobrir as janelas do carro.

Entenda o caso

Em conversa realizada no dia 6 de fevereiro, Paula fez uma série de comentários que foram considerados preconceituosos por vários internautas. Em papo com Diego e Hariany, a sister disse ter medo de Rodrigo por ele ter contato "com esse negócio de Oxum" e garantiu: "Nosso Deus é mais forte".

Em entrevista dada ao UOL, no início do mês, a advogada Mônica von Sperling, irmã de Paula, disse que a família estaria preparada para uma eventual denúncia de Rodrigo. "É um direito dele, se por algum motivo se sentiu ofendido. Fico chateada apenas por conhecer a Paulinha e saber que ela jamais agiu ou agiria com o intuito de ofender alguém", disse Mônica.